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Opinião
Personalidades mundiais que visitaram Pernambuco

João Alberto Martins Sobral
Jornalista

Publicado em: 16/04/2021 03:00 Atualizado em: 16/04/2021 06:15

Bob Kennedy: Robert Francis Kennedy, que era conhecido nos Estados Unidos como Bobby Kennedy, irmão do presidente John Kennedy e um dos seus principais conselheiros e que foi procurador-geral dos Estados Unidos e senador esteve em Pernambuco em novembro de 1965. Visitou Carpina, onde da janela da Cooperativa Mista de Trabalhadores Rurais fez um discurso defendendo “a urgente organização dos trabalhadores em sindicatos e associações” para “tornar possível a reforma agrária”. Caminhou pelos canaviais ao lado do padre Paulo Crespo. Conversou com camponeses, perguntando se eles recebiam o salário mínimo. No Recife, fez discursos na Sudene e no centro da cidade. Em 2003, sua viúva, Ethel Kennedy esteve em Pernambuco e visitou o memorial em homenagem ao marido, em Carpina, e se reuniu com representantes do Movimento dos Sem-Terra e da Comissão Pastoral da Terra. A exemplo do irmão presidente, ele foi assassinado em 5 de junho de 1968, quando participava de um evento da sua pré-campanha a presidente  no Hotel Ambassador, em Los Angeles. Levou três tiros na cabeça do palestino Sirhan Bishara Sirhan, de 25 anos, que trabalhava na cozinha do hotel. Ele foi preso, condenado à pena de morte, depois transformada para prisão perpétua. Em 2019, ele foi esfaqueado na penitenciária de San Diego, onde está preso há mais de 50 anos e que teve a liberdade negada por 14 vezes pela justiça norte-americana.

Alberto Camus: O prêmio Nobel de Literatura de 1957 visitou o Recife em 1949. Ficou apenas dois dias. Gripado, praticamente não saiu do Grande Hotel. Em palestra na Faculdade de Direito do Recife, falou muito pouco. No seu diário de viagens, mostrou encantamento com a Capela Dourada, o Pátio de São Pedro e o Convento de São Bento, em Olinda, onde era realizada uma festa popular. Anotou que a dança era uma espécie de “macumba-chique”. E deu um depoimento sobre nossa cidade: “Positivamente, gostei do Recife, Florença dos Trópicos, entre suas  florestas de coqueiros, suas montanhas vermelhas, suas praias brancas.”

Marcelo Rebelo de Sousa: Esteve duas vezes no Recife. A primeira quando ainda era professor e comentarista de economia numa emissora de televisão de Portugal. Na época fez no seu programa comentário sobre o bolinho de bacalhau do Leite: “Foi o melhor pastel de bacalhau (como a iguaria é conhecida em Portugal) que já provei”. No dia 8 de agosto de 2016 voltou à nossa cidade, então como presidente de Portugal. Desembarcou nos Guararapes de um voo da Latam, vindo do Rio, onde participou da abertura da Olimpíada do Rio de Janeiro e de São Paulo sendo recebido por Raul Henry, governador em exercício. Tinha uma comitiva de apenas cinco pessoas, incluindo o embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Ribeiro Telles. Foi direto para o Hospital Português. Foi inaugurada placa alusiva à visita e ele recebeu a Medalha dos 150 anos da instituição. Em contrapartida, o governo de Portugal concedeu ao hospital o título de Membro Honorário da Ordem do Infante Dom Henrique e ao provedor, Alberto Ferreira da Costa, o Grau de Oficial da Ordem do Mérito. De lá, seguiu para o Gabinete Português de Leitura, onde se encontrou com a comunidade portuguesa da nossa cidade. Extremamente simpático, conversou com várias pessoas, beijou criança. Evento teve buffet da Arcádia, com vinhos da Quinta Maria Izabel, de João Carlos Paes Mendonça, que ele revelou já conhecer e gostar. No final da noite, retornou a Lisboa num avião da TAP, batizado de Sagres (nome dado a todo avião da empresa que conduz o presidente). Como não teve tempo de voltar ao Leite, Armênio Dias providenciou pratos do restaurante (incluindo os bolinhos de Bacalhau) que foram enviados para serem servidos no avião. Uma curiosidade: foi muito comentada a semelhança física entre o presidente e Armênio Dias.

Derek Walcott: Prêmio Nobel de Literatura em 1992 foi uma das atrações da Fliporto de 2011, em Olinda. Natural da Ilha de Santa Lúcia, no Caribe, ele ministrou a palestra O Viajante Afortunado: Uma Noite de Poesia. Quem fez a apresentação dele foi Marcus Accioly, que destacou os 30 livros e as 35 peças de teatro que ele escreveu.

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