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Opinião
Revolução Pernambucana de 1817

Isaltino Nascimento
Deputado estadual

Publicado em: 05/03/2021 03:00 Atualizado em: 05/03/2021 06:30

Em 1817 um grupo de revolucionários defendia a libertação da coroa portuguesa e a proclamação da República. Não era só isso. Era discutida a criação de uma Constituição, a liberdade de credos, a liberdade de imprensa, entre outros direitos.

Este grupo se unia na capitania de Pernambuco. Nomes como Domingos José Martins, Padre João Ribeiro, Padre Miguelinho, Padre Roma, Frei Caneca, entre outros, faziam oposição ao período vivenciado no Brasil à época.

O movimento ficou conhecido como Revolução Pernambucana e chegou a implantar um governo provisório, composto por representantes de variados segmentos da sociedade e tornou nosso estado independente por setenta e cinco dias. A insurreição acabou por iniciar movimentos que culminaram cinco anos depois com a proclamação da independência do Brasil, em 1822.

O 6 de março, instituído pela Assembleia Legislativa a partir da lei de minha autoria junto à ex-deputada Terezinha Nunes, como Data Magna de Pernambuco, passou a ser considerado feriado civil no nosso estado e deu representatividade aos que lutaram, defenderam e propagaram ideias emancipacionistas, que destacaram Pernambuco na história do Brasil.

Precisamos resgatar sempre a Revolução Pernambucana de 1817 e trazer no sangue a força dos movimentos que lutaram pelas liberdades, direitos, equidades e fundamentos democráticos. Independentemente da época, são de grande valia para nós parlamentares. Mais do que nunca é tempo de defender um Estado forte, as instituições, a igualdade e a consolidação da nossa tão sofrida democracia.

Referendemos os heróis e as heroínas da revolução que lutaram por políticas melhores, a partir do descontentamento e da união. Referendemos a luta atual das nossas linhas de frente no combate ao novo coronavírus. Rechacemos esse governo federal que nos colocou nessa posição caótica de tantas mortes e irresponsabilidades com a vida dos brasileiros.

Vamos nos manter firmes em Pernambuco, com decisões e iniciativas tendo como base a ciência para resguardar nossa população. Esse também é um momento de guerra e todos nós precisamos fazer sacrifícios para preservar a vida.

Viva a Revolução Pernambucana de 1817! Viva Pernambuco!


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