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Opinião
A nação rubro-negra corre perigo

Pedro Leonardo Lacerda
Sócio Remido / Advogado

Publicado em: 05/12/2020 03:00 Atualizado em: 05/12/2020 06:22

O Sport Club do Recife foi fundado em 13/05/1905 e, no decorrer dos seus 115 (cento e quinze) anos de existência, transformou-se em uma entidade com dimensão muito superior a da escala desportiva, na qual se revela como a mais importante agremiação futebolística do Nordeste brasileiro.

A ciência política nos traz o conceito de nação, que é um termo utilizado para se referir a um grupo de pessoas que compartilha de uma mesma origem étnica, de um mesmo idioma e de costumes relativamente homogêneos, ou seja, semelhantes entre os seus pares.

Nós torcedores do “Papai da Cidade”, somos facilmente reconhecidos por comportamentos e traços que nos permitem ser rapidamente identificados como membros da “Nação Rubro-Negra da Ilha do Retiro”.

Orgulhosos, aguerridos, desmedidamente apaixonados, sempre inconformados com as derrotas (melhor dizendo, o Sport nunca perde, adia vitórias!), para nós o Sport Club do Recife é “uma razão para viver”, como diz o trecho de uma bela canção ao “Leão da Ilha” devotada.

Nosso território sagrado, nosso reino encantado, tem por forma corpórea na Ilha do Retiro e nela contido nosso maior orgulho: o estádio Adelmar da Costa Carvalho, berço de vitórias que definiram nosso “D.N.A”, como foi a conquista da Copa do Brasil de 2008.

Um patrimônio construído com doação, trabalho, suor e sangue, de gerações de torcedores do Sport - de todas as cores, raças, classes sociais e religião. A Ilha do Retiro é a visualização em pedra e cal da grandeza, nobreza, força e orgulho que cada torcedor do maior clube do Nordeste traz em sua alma e coração.

Ocorre que notadamente nas últimas três gestões, anteriores a do presidente Milton Bivar, todo esse sagrado acervo da “Nação Rubro-Negra” foi atacado, desprestigiado, mutilado e abandonado.

E a agressão não partiu de adversários externos, mas da dissimulação representada por aqueles que, sob o discurso da modernidade e renovação, conduziram gestões temerárias que impuseram a instituição Sport Club do Recife a maior crise já vivenciada em existência.

Requentando a já utilizada estratégia falaciosa (cujos pilares são a renovação de lideranças e inexplicáveis atração de “investidores”), reúnem as mesmas forças especulativas e empresariais - para sob a sombra de novos, inexperientes e ambiciosos rostos - empreenderem mais uma tentativa de retomada do poder e continuação de seus imperdoáveis objetivos voltados para a destruição do que restou de nosso Sport.

A comunidade rubro-negra, torcedores, sócios, imprensa e admiradores devem ficar atentos. Há possibilidade de uma recidiva nefasta, forte, articulada e perigosa, voltada, custe o que custar, para a retomada do poder na Ilha do Retiro (diga-se de passagem, vista por eles apenas como um grande e valioso terreno propício para a especulação financeira, empresarial e imobiliária).

Mais do que nunca é necessário que a “Nação Rubro-Negra” esteja atenta, coesa e unida, a fim de combater no campo das ideias e da democracia mais esse ataque, que objetiva a todo custo operar à tomada do poder – ao que tudo indica para fins alheios aos valores seculares, formados por tantas gerações que nos antecederam.

Nosso lema é “PELO SPORT TUDO”! Juramento inegociável e fonte da força motriz que sustenta a razão de ser, e de existir, do mais importante clube social e esportivo de Pernambuco e do Nordeste brasileiro. Mais do que nunca é tempo de nos unirmos na luta pela preservação da existência do Sport Club do Recife e de seu cobiçado patrimônio.

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