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Opinião
O negacionismo do aquecimento global

José Neves Filho
Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife

Publicado em: 26/11/2020 03:00 Atualizado em: 25/11/2020 22:08

Atualmente, o mundo vive uma verdadeira crise e movimentos que negam os fatos científicos ganham força, principalmente nas redes sociais e através de “líderes” políticos. A teoria negacionista é uma estratégia antiga e bem-sucedida para “minar” conceitos básicos e já sedimentados pela ciência no mundo. Os casos mais emblemáticos são os negacionistas do aquecimento global, do movimento terraplanista e, mais recentemente, dos grupos anti-vacina.

No Brasil, a parcela de negacionistas é conhecida. A Pesquisa Datafolha, realizada em julho de 2019, mostrou que 15% da população não acredita no aquecimento global. Negacionismo climático é a recusa em aceitar o fato científico bem estabelecido de que a atividade humana, principalmente a queima de combustíveis fósseis, vem alterando o clima da Terra, causando uma elevação nas temperaturas médias do planeta e consequências correlatas, como um aumento na incidência dos chamados eventos climáticos extremos – alta do nível dos mares, grandes tempestades, furacões, secas, ondas localizadas de frio ou de calor intensas e excepcionais.

Apegados ao passado ou instigados por interesses particulares, os negacionistas tentam lutar contra os fatos. O perigo de tal atitude está no atraso que  pode representar para que medidas concretas de emergência sejam adotadas contra os efeitos do aquecimento global. O Recife, através do prefeito Geraldo Julio, tem sido protagonista nas questões relacionadas às mudanças climáticas por seu pioneirismo e efetividade de políticas públicas na área de sustentabilidade, em especial no controle e redução da emissão dos Gases do Efeito Estufa e no enfrentamento à Emergência Climática. Alinhada com a Agenda 2030 e o Acordo de Paris, a Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, desenvolveu em 2019 o Plano de Adaptação Climática do Recife que identifica medidas concretas de adaptação às mudanças do clima, tendo como base a análise da vulnerabilidade e do risco climático, levando em consideração as dimensões da sustentabilidade para que a cidade possa ser ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável em face dos eventos extremos. Em novembro de 2019, quando a cidade sediou a Conferência Brasileira de Mudanças do Clima, o prefeito Geraldo Julio liderou as discussões em torno do tema e declarou o Reconhecimento à Emergência Climática Global pelo Município do Recife, a primeira cidade do Brasil a fazer esse reconhecimento, e também com pioneirismo em todo o país, Recife se tornou a primeira cidade brasileira a incluir na grade curricular da rede pública de ensino a matéria Sustentabilidade e Emergência Climática. Além disso, o município se comprometeu a empenhar esforços para neutralizar as emissões de carbono até 2050.

O aquecimento global é uma realidade e um dos principais desafios sociopolíticos, seus efeitos devem ser mitigados com máxima urgência. Nesse embate de ideias, quanto mais conhecimento, melhor, para que cada um faça a sua parte no sentido de minimizar as emissões de carbono. Ignorar o problema é contribuir para uma tragédia anunciada que deverá ocorrer neste século e que afetará para sempre a humanidade.

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