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Opinião
Colégios do Recife que desapareceram deixando os alunos com saudade (3)

João Alberto Martins Sobral
Jornalista

Publicado em: 27/11/2020 03:00 Atualizado em: 27/11/2020 06:20

Contato: Fundado em 1977, o Contato Colégio e Curso foi uma das primeiras escolas que nasceram colégio para depois se tornar também cursinho. Por mais de 10 anos, reinou como o colégio preferido pelos jovens estudantes das classes A e B. Ficava na esquina da Rua Dom Bosco com a Agamenon Magalhães. Seu ensino era reconhecido pelo alto nível do seu quadro de professores. Mantinha várias atividades extraclasse, incluindo eventos esportivos, culturais, artísticos e científicos, num processo que envolvia todas as áreas do conhecimento de maneira contextualizada. No final da década de 80, expandiu suas unidades para a Zona Sul, passando a atuar também no ensino básico e fundamental. A partir dos anos 2000, a escola entrou em declínio, encerrando suas atividades no final dessa mesma década.

Ginásio de Aplicação: Ficava na Rua Nunes Machado, na lateral da fábrica da Fratelli Vita, na Soledade. Era uma escola vinculada à Universidade Federal de Pernambuco, gratuita e com um elevado nível de ensino. Por isso mesmo, tinha o mais difícil dos exames de admissão da cidade, cuja aprovação era o sonho de todos os alunos estudiosos. O mestre José Paulo Cavalcanti Filho foi num ano, um dos 17 únicos aprovados, entre os muitos candidatos que não conseguiram preencher as 30 vagas da turma daquele ano. Seu ensino era uma referência na nossa educação e, ainda no final dos anos 60, incluía no seu currículo escolar a disciplina do latim. Era da UFPE e foi transferido para a Cidade Universitária, quando passou a se chamar Colégio de Aplicação, que existe até hoje.

Radier: Funcionava num belo casarão na Fernandes Vieira, mas depois foi para outro casarão na Joaquim Felipe, na Boa Vista, sendo pioneiro naquele ponto que se tornou até hoje num verdadeiro polo estudantil. Reconhecido como um dos melhores cursinhos do Recife tinha forte preferência dos alunos da Área III (Medicina). Seu processo de ensino tinha como objetivo formar e desenvolver cada aluno em questões culturais, sociais dentro do processo de aprendizagem. Contava com uma equipe de professores e consultorias pedagógicas experientes e muito preparados.

Escola Experimental: Escola pública por onde passaram grandes nomes da nossa sociedade atual. Ficava no início da Rui Barbosa, quase na Agamenon, onde hoje funciona um escritório da Compesa, no Parque Amorim.  Tinha como marca principal a excelência do seu ensino, especialmente no primário, tendo à frente o trabalho incansável de sua diretora Alda Lafayette.

Colégio Atual: Surgiu a partir de um grupo de ex-professores do Contato que, sabendo da quantidade de alunos que o Contato tinha em Boa Viagem, decidiu abrir um colégio na Zona Sul com uma proposta de ensino similar. De uma primeira sede que funcionava na Domingos Ferreira, quase em frente do Famiglia Giulliano, passaram a funcionar na sede do Boa Viagem Praia Clube, onde hoje existe uma loja do Carrefour. Em pouco tempo expandiram suas unidades para Piedade e também para uma área próxima ao Shopping Recife. Um dos pontos fortes do Colégio era a parte de esportes.  Suas unidades fecharam em 2015, de surpresa, demitindo, sem indenização, nada menos de 70 professores, que iniciaram longa disputa jurídica pelos seus direitos.

Porto Carreiro: Ficava na Rua da Concórdia e recebia principalmente alunos do bairro de São José, que era um dos mais populosos da cidade. Teve uma qualidade de ensino muito elogiada, mas acabou fechando em 2012, exatamente quando o bairro começou sua decadência.

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