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Opinião
A morte de Maradona, o maior rival de Pelé

Giovanni Mastroianni
Advogado, administrador e jornalista

Publicado em: 26/11/2020 03:00 Atualizado em: 25/11/2020 22:08

Vítima de uma parada cardiorrespiratória faleceu nesta quarta-feira, em sua residência, localizada em Tigre, na Argentina, Diego Armando Maradona, também conhecido como “La mano de Diós”, desde que marcou um gol histórico com a mão pela seleção argentina contra a  Inglaterra, pelas quartas de final, na Copa do Mundo de Futebol, patrocinada pela Fifa, em 1986. A frase ficou mais célebre por haver afirmado ao final do jogo, ao ser indagado sobre a validade do gol: “Lo marqué un poco con la cabeza y un poco con la mano de Dios”.” A frase tornou-se tão célebre que se transformou em tema de livros e até mesmo de filmes na capital portenha.

Como foi bastante divulgado, Maradona, recentemente,  submeteu-se a uma cirurgia no cérebro, estando ainda em recuperação, quando veio a falecer aos 60 anos de idade.

Indiscutivelmente, Maradona era considerado, ao lado de Pelé, um dos maiores jogadores de futebol do mundo, tendo passado, em sua longa carreira, por diversos clubes, desde que se iniciou no Argentina Júnior, onde se revelou nos idos de 1976, lá permanecendo por cerca de seis anos. A Espanha e a Itália também foram seus palcos, onde brilhou e encantou. Ninguém parava o gênio em campo, exceto as drogas.

Apesar de considerado como o maior rival de Pelé, era idolatrado por este, que reconhecia e tornava público todo seu talento futebolístico. Em seu país era reverenciado como um dos maiores futebolistas de todos os tempos. Suas atuações atravessaram fronteiras, principalmente na Itália, onde integrou várias equipe famosas, principalmente o Napoli,  onde foi campeão mais de uma vez. Todavia, o mesmo não se pode afirmar como treinador, pois apesar de dirigir várias equipes e até a seleção não conseguiu alcançar a mesma fama que o tornou um gênio como atleta, na década de 80.

O começo de seu fim ocorreu em abril de 1991, quando a Federação Italiana o suspendeu por mais de um ano da prática do futebol, por haver  se tornado um dependente da erva maldita. Triste cena também ocorreu quando, em 1994, vítima de um coquetel de efedrina, foi obrigado a deixar o campo,  na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Essa foi uma de suas mais lamentáveis páginas na história.

Valorizaram a vida de Maradona as palavras do “rei Pelé”: “Perdi um grande amigo e o mundo uma lenda. Com certeza, um dia, vamos bater uma bola juntos no céu”. Um grande mérito após sua morte: Alberto Fernandes, presidente da Argentina, decretou luto oficial por três dias no país, numa justa htomenagem àquele que idolatrou uma nação.

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