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Opinião
Lojas que dominaram o comércio do Recife e já fecharam (3)

João Alberto Martins Sobral
Jornalista

Publicado em: 16/10/2020 03:00 Atualizado em: 16/10/2020 06:02

Z.Albuquerque: Ficava na Mascarenhas de Morais e era um verdadeiro paraíso de delícias, com chocolates, bombons e doces de todos os tipos imagináveis. Era de José Maria de Albuquerque, com quem visitei várias fábricas de chocolates pelo país. Era famoso seu slogan: “Faltou, Telefonou, Chegou.”

A Modinha: Com uma lojinha na esquina do Cinema São Luiz, dominou o mercado de discos, na época long plays. Era do empresário caruaruese Adolfo José, conhecido como Adolfo da Modinha. Depois, a loja foi vendida para João Florentino da Aky Discos, que foi uma rede imensa, inclusive com megalojas em outras capitais.

Livro Sete:  Foi criada por Tarcísio Pereira, em 1970, numa pequena loja na Rua Sete de Setembro. Em 1978, mudou-se para um grande galpão na mesma rua, quando se transformou, segundo o Guiness Book, na maior livraria do Brasil, com  60 mil títulos. Foi um marco paras as gerações literárias de Pernambuco.

Federal Discount: Foi a primeira (e única) loja com o nome autorizado pela famosa rede de Miami que todo brasileiro que ia lá conhecida. Ficava na Domingos Ferreira, com um enorme variedade de produtos, como cosméticos, brinquedos, perfumes, artigos para casa, até hoje sem similar na cidade. Nas primeiras semanas de funcionamento, foi preciso a Polícia para controlar as grandes filas de clientes.

Pedrosa da Fonseca: Era na Rua do Rangel, uma megaloja que vendia no atacado e varejo, equipamentos eletrônicos, cosméticos, perfumes, roupas, mil coisas. Era do empresário Cristovão Pedrosa da Fonseca, que foi uma grande liderança empresarial em Pernambuco, inclusive como presidente do Clube de Dirigentes Lojistas e Associação Comercial de Pernambuco. Depois criou as lojas Primavera e Verão.

Simões Barbosa: Era uma farmácia (ainda Pharmácia), na esquina da Rua 1º de Março com a Praça da Independência. Era a preferida da cidade, especialmente para comprar Elixir Sanativo (sim o mesmo que existe até hoje), Salofeno, Água Rabelo, xarope Bromil, pomada Minancora, Elixir Paregórico, Atroveran e Calcigenol, entre outros remédios. Tinha uma bonita ambientação com móveis antigos.

Armazém Triunfo: Vendia tecidos, na Rua do Livramento, e foi um dos empreendimentos de uma pessoa muito especial, que tive o privilégio de ter como amigo, Wilson Campos. Além de líder empresarial, teve uma longa atuação no Náutico, inclusive como presidente.

Loja Seta: Na área de artigos masculinos fez sucesso por muitos anos, inclusive por vender com preços acessíveis a muitos, com a grife Pool. Ficava na Avenida Guararapes e foi aberta pelo empresário Nevaldo Rocha, e foi uma das origens do poderoso Grupo Guararapes.

Perrelli: Uma alfaiataria que marcou época no Recife. Antes do surgimento dos ternos prontos, todo mundo fazia suas roupas com alfaiates. Durou mais de 90 anos, sempre na Rua Manoel Borba e, na fase final, foi comandada por Bruno Perrelli, que tinha entre os clientes os grandes empresários e políticos do Estado.

Socimasa: Era um supermercado comandado por Paulo Sultanum e que ficou muito conhecido pelos comerciais que tinham como garota propaganda a atriz Patrícia França.

Ship Chandlers: Os melhores uísques, vinhos e licores importados podiam ser encontrados nesta loja na Rua do Bom Jesus, no Recife Antigo.

G.T. Fashion: Uma loja na Conde da Boa Vista, que era famosa pelas roupas para jovens, especialmente nos tempos da Jovem Guarda.

Girafa: Uma rede de lojas de tecidos, que era conhecida como “O Centro da Moda”. Num dos seus comerciais, dizia “Eva não se vestia porque a Girafa não existia.”

Loja Marconi: ficava na Rua Nova, onde ocupava um prédio de três andares, sendo o térreo moda infantil, o primeiro andar moda feminina e o segundo andar moda masculina.

Dulcinha Walter: era uma ateliê, onde as colunáveis do Recife compravam seus vestidos de noite, para as festas alinhadas que aconteciam na cidade. Ficava na Martins Júnior, uma rua pequena entre a Sete de Setembro e a Hospício.

Termino hoje esta série sobre as lojas famosas do Recife que fecharam, deixando saudade. Foram as que lembrei, mas, evidentemente, tivemos muitas outras.

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