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Opinião
O hipocondríaco e as pílulas coloridas!

Roberto Pereira de Carvalho Filho
Empresário e engenheiro

Publicado em: 06/08/2020 03:00 Atualizado em: 06/08/2020 06:02

Um pouco antes dessa pandemia estava voltando de Maceió-AL, já na sala de embarque do Aeroporto Zumbi dos Palmares, encontro um colega empreiteiro que não via há muito tempo. Pouco cabelo, barba por fazer e bem mais gordo, quase não reconheci, segurava com afeição uma pasta com muitas horas de voo, hoje um objeto obsoleto e fora de moda, por todos os motivos. Conversa pesada por conta da dificuldade que o setor de obras públicas atravessa, pouca liquidez e sofrendo as consequências e implicações dos escândalos de corrupção, tento mudar de assunto. Pergunto porque tanto carinho com aquela quase mala tipo 007 no seu colo. Que arrependimento! Aí começa uma nova resenha, ele abre a companheira e me fala que é para carregar seus remédios e não pelo ofício. Explica com o entusiasmo dos hipocondríacos, que depois do Viagra passou a organizar as pílulas por cores. Começou por ordem alfabética, a azul, que dispensa apresentações, em seguida a amarela, branca, cinza, grená, laranja, lilás, magenta, marrom, ouro, prata, preto, verde, vermelha e violeta, ufa terminou! Prosseguindo com a felicidade escancarada no seu rosto, engatou o detalhamento minucioso da posologia e modo de usar, tipo um “vide bula” vocal, começou pelas indicações: uma era para dormir, outra para acordar, outra para esquecer, aquela para lembrar... graças ao bom Deus, antes de acabar a lista, chamaram nosso voo.

Estava um toró danado, aeroporto sem fingers, as comissárias começaram a distribuir sombrinhas para chegar ao avião, na caminhada a chuva aperta. Ele pede o resto da água mineral e com minha ajuda, sem jeito, abre um frasco novo de cor roxa, que não me foi apresentado, toma algumas cápsulas e eu pergunto para que serviam. Ele disse: são para resistir às turbulências. Quase peço uma, ou melhor: duas!

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