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Opinião
A norma do normal

Carlos Eduardo Muniz Pacheco
Administrador e advogado

Publicado em: 31/07/2020 03:00 Atualizado em: 31/07/2020 06:03

Antes de mais nada, precisamos entender: o que é normal? O que se entende por normalidade? Interpreta-se como normal tudo aquilo que é aceito socialmente, que é permitido. Ou, de forma literal, o que está conforme a norma.

Após meses nos quais o mundo virou às avessas, período em que fomos impedidos de realizar atividades corriqueiras do dia-a-dia como ir a bares, restaurantes, igrejas, shoppings, praia, realizar exercícios ao ar livre e até mesmo trabalhar, estamos, finalmente, pouco a pouco voltando à “normalidade”.

Entretanto, a visão que tínhamos do “normal” no período “pré-pandemia” já não é mais a mesma. Em um país caloroso como o Brasil, onde o contato físico é constante e importante para as relações, o aperto de mão tornou-se inconveniente e evitar um abraço tornou-se demonstração de carinho.

Paulatinamente fomos aprendendo a olhar o mundo de maneira diferente da que olhávamos anteriormente. Como poderíamos imaginar que para uma simples ida ao supermercado seria necessária toda uma preparação? Máscara, álcool e todo cuidado ao tocar superfícies. E hoje, tornou-se rotina todo esse preparo.

Agora, estamos aos poucos voltando à vida de antigamente, aos mesmos afazeres, com esses novos costumes. Estamos retomando a liberdade, mas com todo o cuidado para que o esforço coletivo não tenha sido em vão. Esse retorno tem nos permitido um contato, mesmo menos caloroso do que gostaríamos, com aqueles que não encontrávamos há meses, revigorando, sobretudo, nossa saúde mental.

Durante esse período, aprendemos a nos esforçar pelo outro sem mesmo conhecê-lo, e precisamos continuar. Respeitar o que dizem os médicos e especialistas é fundamental para que saiamos dessa o mais rápido possível e sem mais sequelas, pois vidas ficaram no caminho. Além disso, continuar com os cuidados que aprendemos durante esse tempo é demonstração de respeito por todos aqueles que se esforçaram, seja na linha de frente nos hospitais, trabalhando nos serviços essenciais ou, simplesmente, ficando em casa.

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