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Opinião
Crimes ou ninharias

José Luiz Delgado
Professor de Direito da UFPE
jslzdelgado@gmail.com

Publicado em: 29/06/2020 03:00 Atualizado em: 29/06/2020 06:37

Essa alucinada e sistemática campanha contra o presidente Bolsonaro parece desesperada por não encontrar crimes graves de que pudesse acusá-lo. Além, é claro, dos crimes imperdoáveis de não roubar, não admitir corrupção, não desviar dinheiro público, não lotear os ministérios.

Então, encontra outros “crimes”, pelos quais quer processá-lo: o “crime”, por exemplo, de “provocar aglomerações”, porque não tem medo de sair às ruas e conversar com o povo; o “crime” de levar a mão ao rosto, de coçar o nariz; de não usar máscara; o “crime” de cumprimentar populares. E a mídia dedica preciosos minutos à denúncia, indignada, desses “crimes”... Cabe “impeachment”? Decerto... Afinal, há vários homens públicos (e não só políticos) que não podem sair às ruas, nem pegar avião de carreira...

Esperou-se a denúncia de “crimes” graves que teriam justificado o pedido de demissão do ministro Moro. Ao cabo, não havia nada – meras suspeitas de uma vontade íntima (querer interferir na Polícia Federal),  portanto apenas restrita ao foro interno, não efetivada em nenhuma ação concreta... O antes tão admirado ministro mostrou-se, para dizer o mínimo, apenas ingênuo e desleal.

Na famosa reunião ministerial, o presidente teria cometido o “crime” de olhar para determinado ministro quando, depois, diria que pensava em outro. Ou o “crime” de dizer que reclamava de sua segurança pessoal, não da atuação da Polícia Federal no Rio de Janeiro. (Posso até dar de graça que isso não era verdadeiro: desculpa boba inventada numa hora de raiva contra a agressão que sofria. Mas é crime?)  

Ou é crime – e absolutamente inadmissível, segundo certos idiotas – dizer que tem “um sistema particular de informações”, sem explicar em que consistiria isso? Pois é: em que consiste isso? Numa estrutura  formal, definida, remunerada pelos “cartões corporativos” (que, aliás, o presidente nunca usou – inacreditável! isso não pode estar acontecendo neste país de fartíssimos privilégios para os grandes!)? Ou apenas em informações particulares, de amigos, de autoridades em quem confia, e, até,  dessas vastas “redes sociais”, que o presidente tanto gosta de usar e que o elegeram?

É crime a linguagem libertina, chula, repleta de palavrões? Também não a aprecio, e ela me desagrada imensamente. Penso que não é linguagem de nenhum homem público, quanto mais de presidente. Mas é crime?

Por outro lado, não é crime limitar a liberdade de ir e vir (sem lei??), prender e algemar transeuntes, cidadãos que (certa ou erradamente, seguindo ou não as determinações do etíope da OMS) acharam de andar um pouco na praia? Não é crime prender automóveis porque estão com a bandeira brasileira? Meu Deus! Não a bandeira de outro país qualquer, não dos Estados Unidos, ou de Cuba, ou da China – mas a brasileira?? E governador que faz isso não é incomodado, não é pronunciado, nem é citado pela grande mídia?

Os únicos “crimes” de que conseguem acusar o presidente são ninharias ridículas, e só revelam o nível de facciosismo doentio que inspira a campanha contra ele. Movida pelos radicais esquerdistas que não se conformam com a derrota? pelos que perderam os privilégios e as mamatas? pelos que não estão mais conseguindo roubar?

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