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Opinião
Saudade dos bons tempos

Jarbas Vasconcelos
Senador por Pernambuco (MDB)

Publicado em: 13/05/2020 03:00 Atualizado em: 13/05/2020 06:56

Vivemos um tempo de grandes adversidades. Estamos diante de uma pandemia que já é a maior tragédia humanitária da nossa era. Seus efeitos são devastadores sobre a saúde e a vida da população. Além disso, uma enorme depressão econômica já está instalada em todo o mundo. E, para piorar, temos um presidente da República sem a mínima condição para liderar o país, sobretudo em uma hora tão séria como essa. Além de não reconhecer a gravidade da situação, sua prática diária é afrontar as instituições democráticas e produzir conflitos desnecessários, quando mais precisamos de união.

Mas é também nessa hora de recolhimento e reflexão que somos levados a relembrar de fatos passados. Neste mês de maio comemoramos 25 anos do Festival Nacional da Seresta, evento fundamental no início do projeto de revitalização do Bairro do Recife.

Sempre gostei da boa música popular brasileira, em especial da música romântica expressa nos sambas canções, nos boleros e no amplo repertório da boemia da minha juventude. Encontrei em Geraldo Freire, de grande sensibilidade para o gosto popular, o parceiro ideal para trocar ideias e levar o projeto adiante. Como era considerada uma música do passado, muitos não acreditaram que aquele tipo de evento pudesse dar certo.

Eu, ao contrário, tinha a convicção de que havia um grande público para aqueles artistas, que já tinham atravessado sua era de ouro, mas que ainda eram lembrados e admirados pelos grandes sucessos de suas carreiras. E o mais importante, não havia iniciativas para colocá-los em contato com seu público. O Festival da Seresta, assim, seria uma grande oportunidade.

A abertura do evento foi feita em grande estilo, com uma caminhada de seresteiros sob a liderança do grande cantor romântico Silvio Caldas. Em uma noite chuvosa de maio, saímos do antológico Bar Gambrinus, na Marquês de Olinda, andamos pela Rua do Bom Jesus, até chegar ao palco instalado na Praça do Arsenal. Outros nomes consagrados como Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto, Jamelão, Núbia Lafayete, Miltinho,  Ângela Maria e Agnaldo Timóteo também participaram da programação. Além deles, nossos seresteiros, como Expedito Baracho, Dalva Torres e Fernando Azevedo, foram convidados. O sucesso foi estrondoso. O bairro lotou com um público que não víamos em outros eventos. Casais mais idosos, jovens, famílias inteiras num clima de paz e absoluta harmonia. No ano seguinte, em função da dimensão que adquiriu, tivemos que transferir o Festival para a Praça do Marco Zero.

Como prefeito e governador, estive presente em todos os anos do evento que, neste mês de maio, pela primeira vez, depois de 25 anos, não poderá ser realizado.

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