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Opinião
Quem sobreviver deverá ver

Angelo Castello Branco
Jornalista

Publicado em: 18/05/2020 03:00 Atualizado em: 18/05/2020 07:20

A pandemia deverá trazer grandes mudanças nas relações entre os países nas políticas de imigração e de fluxos de turismo entre as regiões do planeta. A doença acendeu o sinal vermelho para um provável novo ordenamento político nas relações internacionais, sobretudo no setor de viagens de turismo e de comércio.

Os governos concentrados na dura tarefa de conter a pandemia vão se deparar muito brevemente com uma agenda e acordos internacionais focados em protocolos destinados a proteger a saúde de suas respectivas populações. A devastação da pandemia, originária da China, despertou simultaneamente o mundo globalizado pelas redes sociais para o que provavelmente virá a ser o maior desafio do século nas políticas externas. Incluiria o isolamento temporário de áreas afetadas por epidemias ou que apresentem riscos decorrentes dos seus hábitos culturais e deficiências sanitárias.

Tudo leva a crer que o mundo assistirá a uma súbita contenção na expansão dos intercâmbios internacionais com reflexos negativos no mercado de transportes aéreos e marítimos. Os níveis de precauções podem chegar ao ponto de determinar, por exemplo, quais regiões do mundo podem ser visitadas sem oferecer riscos e quais regiões devem ser desconsideradas no roteiro de viagens até que alcancem uma posição confiável em suas estruturas sanitárias.

São hipóteses que começam a ser levadas em consideração e que vão causar muita polêmica daqui para frente. Nesse contexto, as questões ambientais e de saneamento podem ganhar muito fôlego. A saúde do rios, o respeito às florestas, o tamanho dos parques públicos urbanos, a limpeza das ruas, os sistemas de recolhimento e eliminação do lixo, o comportamento em ambientes fechados como nos transportes públicos e em cinemas, são aspectos que podem definir a posição de uma nação no novo ranking das relações saudáveis entre os países traumatizados com as severas lições da pandemia do coronavirus.

É também provável que a degustação de morcegos, ratos e macacos pode constar nos itens de restrições sanitárias preventivas e desaconselháveis para o turismo receptivo e para a importação de produtos agrícolas e alimentícios. Quem sobreviver, verá.

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