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Opinião
O coronavírus e perdas de ativos financeiros

Carla e Cláudio Sá Leitão
Sócios da Sá Leitão Auditores e Consultores

Publicado em: 16/05/2020 03:00 Atualizado em: 16/05/2020 08:29

O coronavírus pegou todos de surpresa e, como consequência, está provocando uma crise enorme, não só na saúde pública brasileira mas, também, na situação financeira das empresas. O isolamento social, recomendado pelos especialistas em saúde, está impactando na economia como um todo e, especificamente, na saúde financeira das empresas, independentemente do tipo, porte e atividade operacional.

Destacando o incansável trabalho desenvolvido pelos profissionais da área de saúde, no enfrentamento do coronavírus, o efeito econômico e financeiro na vida das pessoas e das empresas é considerado como um dos maiores desafios a ser  superado pela sociedade. As empresas sadias lutam para não ficar doentes e nem serem hospitalizadas, com a esperança de manter as suas operações e preservar a sua mão de obra. As que estão hospitalizadas na UTI lutam para sair, junto com àquelas que estão na semi UTI e na enfermaria. Todas as empresas querem sobreviver e retornar as suas atividades normais, após essa pandemia.

Nesse momento de crise, estar com o caixa equilibrado e capitalizado pode ser considerado como blindagem e condição especial de barganha em qualquer negociação, seja na obtenção de recursos externos ou de prazos para pagamento de compromissos com terceiros. Na situação atual, em função da alta volatilidade do mercado financeiro, é necessário uma atenção especial para conciliar capacidade financeira, análise de tomada de crédito  e gestão de ciclo operacional. 

Os impactos gerados, no dia a dia, decorrentes da coronavírus, devem ser acompanhados, mensurados e refletidos nas demonstrações contábeis das empresas, tais como  risco de recebimento de créditos de ativos financeiros, desvalorização de ativos avaliados ao valor justo (valor de negociação/realização).

Caso se verifique, após a avaliação dos impactos da pandemia, que a maior parte das operações impactadas não foi uma consequência da epidemia, mas de um resultado de medidas para contê-las, sendo relevantes, deve ser divulgado o efeito financeiro, de modo que os interessados tenham conhecimento. Em suma, há duas situações que as empresas precisam divulgar informações relacionadas com as perdas de ativos financeiros provocadas pelo coronavírus: a primeira quando a empresa possuir risco de não continuidade de suas operações em um futuro previsível e a segunda quando houver incertezas quanto as estimativas contábeis adotadas na mensuração das perdas esperadas de ativos financeiros.

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