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Opinião
Um mundo novo

Marcelo Russel
Magistrado

Publicado em: 04/04/2020 03:00 Atualizado em: 04/04/2020 06:05

Quando tudo parou, a serenidade chegou. Pude ver as borboletas amarelas planando. Voam na mesma direção, como cardume que segue as correntes marinhas. Movem-se vigilantes, variam a altitude, fazem manobras de curvas, de acordo com as animações da líder, tudo ao sabor das correntes de ventos e a propulsão de suas asas.

Vencem com suavidade a força de resistência ao avanço, resultante da ação do meio. O tráfego aéreo é dividido com pássaros que igualmente melhor desfrutam da paisagem ante a ausência quase total de humanos, veículos e zoada nas ruas. As borboletas amarelas não pousam, apenas passam. A visibilidade horizontal delas parece ser grande, maior do que a nossa, pois se alinham em direção a um alvo que daqui não consigo ver. Não há desvio de curso. Como aeronaves, suas proas tomam um curso muito provavelmente selecionado com antecedência. O panapaná é migratório, mas de onde vem e para onde vai?

Quanto à humanidade, de onde vem e para onde vai? Muitas teorias já foram concebidas. Tentam explicar como surgiu o mundo, e até o universo. Passam da conta ao se autorizarem dizer como tudo será no futuro e, ademais, como tudo irá acabar. Só esquecem de pensar que tudo pode findar amanhã. Este momento em que o mundo está parado, serve para lembrar como ele pode acabar rápido. O que pode acontecer amanhã.

A pandemia serviu para nos mostrar que vivemos em pandemônio. O mundo não se entende mais. A humanidade se perdeu no caminho da ida e esqueceu o caminho da volta. Parece assustador, e o é! Só há uma certeza, o fim do mundo acontecerá. Nesse dia tudo será destruído e nada sobreviverá. Os evangelistas ensinam sobre este dia. São Mateus (24:36) e São Marcos (13:32) ensinam: “Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai. São Lucas (21:25-26) instrue: “Haverá sinais no Sol, na Lua e nas estrelas... Os homens desmaiarão de terror... E os poderes celestes serão abalados”.

Mas o fim do mundo não será o final. Será o princípio da vida com Deus. Assim está no Apocalipse, segundo São João (Apocalipse 21:1-5): Então vi novos céus e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia. Vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia dos céus, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido. Ouvi uma forte voz que vinha do trono e dizia: “Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou”. Aquele que estava assentado no trono disse: “Estou fazendo novas todas as coisas!” E acrescentou: “Escreva isto, pois estas palavras são verdadeiras e dignas de confiança”.

Como se vê, tal como nos ensina a natureza, onde as borboletas amarelas tomam um curso muito provavelmente selecionado com antecedência, Deus antecipadamente já nos mostra que recompensará quem for fiel. Não nos cabe saber quando será o dia. No Juízo Final, Jesus estará aqui conosco e levará os fiéis com Ele para a Morada Eterna. Ninguém escapará do julgamento. Mas para os salvos, o fim do mundo é a própria esperança que chega. Quem se salvar estará junto de Deus. Não fique pasmo, esteja preparado, sem medo nem pânico. Deus estará no controle. Aproveitemos a quietação deste instante para mudar. Uma transformação total. Um mundo novo, obediente aos ensinamentos divinos. E isto basta.

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