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Opinião
Editorial Trabalho científico

Publicado em: 02/04/2020 03:00 Atualizado em: 02/04/2020 00:21

Critérios técnicos e científicos têm de continuar norteando as medidas de combate à pandemia do novo coronavírus, como vem defendendo, em todas as oportunidades, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Orientação reforçada nas entrevistas da autoridade que, na realidade, está à frente de toda a estratégia de enfrentamento à Covid-19, que a cada dia ceifa mais vidas no Brasil e em todos os quadrantes do planeta. Enquanto a comunidade científica não encontrar medicamento eficaz para conter a expansão da enfermidade, o isolamento social é a arma mais eficaz que a população dispõe no momento.

Apesar de vozes contrárias à quarentena da população, os agentes de saúde continuam a recomendar a restrição de circulação de pessoas para que o coronavírus não se propague em grande velocidade. Que vai se espalhar, não resta dúvida. Mas que isso aconteça no maior espaço de tempo possível, para que não haja estrangulamento do sistema de saúde, o que pode obrigar os médicos a escolher quem vive e quem morre, como acontece na Espanha e Itália.

As pessoas que podem permanecer em casa devem fazê-lo, sobretudo para garantir a segurança dos que precisam sair para trabalhar nos serviços essencias, como os profissionais da saúde, segurança pública, limpeza urbana, transporte, abastecimento e na produção das fábricas. O que não pode ser desrespeitado, por quem quer que seja, é a atuação técnica do Ministério da Saúde na linha de frente da luta contra a pandemia.

Tudo deve ser feito para que não haja aumento da tensão política, que poderia acabar por interferir, de forma desastrada, na condução de questão de tamanha relevância. Se os trabalhos da equipe de saúde forem pautados por orientações técnicas e científicas, como quer Mandetta, as chances de sucesso serão bem maiores. “Sempre técnico, sempre científico, o máximo que puder fazer para sempre preservar vidas”, enfatizou.

Pediu para a população manter as orientações dos estados que decretaram quarentena ou distanciamento social. No momento, esta é a medida mais recomedável, devido às fragilidades existentes no sistema de saúde, às voltas com a possibilidade de colapso de atendimento médico-hospitalar. Os estados, em sua maioria, vêm prorrogando os períodos de isolamento social e os que não têm data para suspendê-lo continuam sem previsão de volta à normalidade. Decisões corretas estão sendo adotadas pelos governantes e a população já compreendeu que o melhor a se fazer é permanecer em casa, quando possível.

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