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Opinião
Otimismo sueco...

Erik Limongi Sial
Cônsul honorário da Suécia no Recife

Publicado em: 05/02/2020 03:00 Atualizado em: 05/02/2020 08:31

Num planeta cada vez mais interconectado, a conjuntura de um determinado país transcende suas fronteiras físicas. As respectivas dinâmicas, assim, falam para o mundo. Nesse contexto, a realidade sócio/econômica Brasileira ecoou junto ao empresariado sueco, cuja percepção está sintetizada no estudo levado a efeito pela Câmara de Comércio Brasil-Suécia (Swedish-Brazilian Chamber of Commerce - SwedChamBrasil), sediada em São Paulo. Referido estudo, que envolveu mais de 50 companhias suecas (dentre essas a Electrolux, Ericsson, Saab, Scania, Volvo, etc.), externa que as empresas nórdicas têm um olhar otimista para o Brasil no tocante ao ano de 2020.

Digno de nota que o empresariado sueco está presente no Brasil há mais de um século e, mesmo sob o influxo das desfavoráveis vicissitudes econômicas dos últimos exercícios, várias de suas empresas têm incrementado sua presença nestes trópicos, enquanto outras tantas mais estão aqui aportando pela primeira vez, de modo que, hodiernamente, cerca de 200 empresas suecas têm atuação em solo nacional, congregando milhares de empregos diretos, em multifacetadas searas, dentre as quais, à guisa de exemplo, telecomunicações, maquinário, defesa, produtos médicos e mineração. Dentre essas o segmento de manufaturados continua sendo o preponderante, sendo mister pontuar que as empresas suecas geraram mais de 100.000 empregos (para cada empregado, três oportunidades de emprego são geradas), tendo 47% das mesmas assinalado que pretendem incrementar seu respectivo quadro funcional.

O estudo em referência, recém- difundido, assinala que o principal vetor a atrair a presença dessas companhias no Brasil vem a ser a dimensão do mercado Brasileiro (81%). Afinal, somos 210 milhões, um verdadeiro continente de consumidores. Além disso, são fatores atrativos para a presença das mesmas a interação colaborativa com consumidores (47%) e o acesso à mão de obra especializada (40%).

Se por outro lado fatores como as legislações tributária e laboral (45%) e a inconsistência da exegese quanto aos marcos regulatórios (32%) são tidos como entraves ao investimento, a verdade é que, sob uma perspectiva geral, a ótica do empresariado sueco com relação ao Brasil é positiva, com expectativa de crescimento moderado, tendo 60% de suas companhias com presença nacional informado uma performance financeira superavitária no exercício de 2019, enquanto que uma em cada cinco divisam forte prognóstico de crescimento para 2020, a par de que 38% delas pretendem majorar seus investimentos em solo tropical. E, coroando o survey da SwedChamBrasil, 49% das companhias suecas projetam expandir seus negócios territorialmente no país no próximo triênio, sendo as Regiões Nordeste e Sul os destinos prioritários. As distâncias estão se encurtando...Ponto para o Brasil!!

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