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Opinião
Cantor e compositor caruaruense morre no Rio

Giovanni Mastroianni
Advogado, administrador e jornalista
opiniao.pe@diariodepernambuco.com.br

Publicado em: 20/01/2020 03:00 Atualizado em: 20/01/2020 11:28

Há poucos dias, interagindo com parentes e amigos, através da “internet”, fiz revelações confidenciais sobre uma figura bastante popular, que se tornou famosa como intérprete e também compositor. Referia-me ao cantor Luiz Vieira, que, com seus 91 anos de idade, veio a falecer, ontem, no Rio de Janeiro, onde se radicou desde menino.

Durante muito tempo, Luiz Rattes Vieira omitiu a cidade dos Condés em ser seu torrão natal. Como eu dividia meu escritório de advocacia, na Capital do Agreste, com um de seus parentes, tomei conhecimento de sua humilde origem, fato pelo qual, no começo de carreira, ofuscou de todos, até que certo dia, em face de comprovações de seus familiares, confessou sua verdadeira origem: Caruaru.

O colega advogado supracitado, também com nome de família  Vieira, era seu sobrinho legítimo. Filho de Stela Matutina e de Pedro Eustáquio Vieira (seu irmão) revelou o parentesco com Luiz Vieira, asseverando que o cantor, já famoso no Sul do País, entre suas composições, prestou uma homenagem à sua genitora, introduzindo em uma letra a expressão “estrela matutina”, significado do nome dela.

Realmente, quem conhece a letra de Paz de meu amor, de autoria de Luiz Vieira, há de perceber a singela homenagem prestada à tia Stela Matutina:  Você é isso. Uma beleza imensa. Toda recompensa de um amor sem fim. Você é isso. Uma nuvem calma. No céu de minh’alma, é ternura em mim. Você é isso. “Estrela matutina”. Luz que descortina um mundo encantador. Você é isso. É parto de ternura. Lágrima que é pura, paz do meu amor.

Seu primeiro sucesso aconteceu aos 25 anos. Quem não conhece a toada Menino de Braçanã. Destacou-se, nacionalmente, no período compreendido entre 1950 e 1965, quando compôs sucessos tais como Prelúdio pra ninar gente grande, também conhecida como Menino Passarinho, Estrela miúda, Maria Filó, A voz do povo, Nas asas do vento. Os olhos do menino, Dona de mim, Guarânia da lua nova, Balada de amor sublime e muitos outros sucessos da música popular brasileira.

Embora tenha deixado ainda menino o Nordeste, Luiz Vieira manteve nas letras de suas composições a cultura da região nordestina, tanto nas assinadas por ele, exclusivamente, como naquelas em parceria com outros compositores, principalmente João do Vale.

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