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Opinião
Sua Majestade a autoridade de trânsito

Flávio Marques Koury
Advogado

Publicado em: 16/11/2019 03:00 Atualizado em: 19/11/2019 09:47

Quem, caro(a) leitor(a), é a maior autoridade do Brasil?

Seria o presidente da República? O presidente do Congresso Nacional? O presidente do Supremo Tribunal Federal?

Nenhuma das alternativas acima está correta.

Na verdade, a maior autoridade do Brasil é, sem sombra de dúvidas, a de TRÂNSITO, em qualquer uma das suas vertentes.

Sem prévio aviso, em qualquer tempo – inclusive naqueles dias de grandes eventos - há sempre uma preocupação maior com o já caótico trânsito do Recife. Porém, as desastrosas intervenções dos órgãos “incompetentes” tornam ainda mais tortuosas as tentativas do cidadão que, imbuído de coragem, resolve enfrentar as estreitas vias de nossa metrópole.

A última intervenção, indigna de elogios, pôde ser vista e sentida nas horas que antecederam à partida de futebol entre o GLORIOSO Sport Club do Recife e o Criciúma, quando as ditas autoridades que coordenam o trânsito resolveram interditar as principais vias de acesso ao estádio da Ilha do Retiro, infernizando não apenas a vida dos incautos torcedores, surpreendidos com a mudança de última hora, como também daqueles que nada tinham a ver com o evento e que tiveram a desdita de sair de casa na tarde do sábado.

O que se viu foi uma leva de torcedores atordoados, sem ter onde estacionar os seus veículos e tendo que andar muito para poder chegar ao Estádio Adelmar da Costa Carvalho, Casa de todos os Rubro-Negros do Sport. Para quem vinha da Zona Sul, a situação também não foi melhor, tendo sido vários os relatos de pessoas que tiveram que vir andando desde as imediações do Hospital Português, na Av. Agamenon Magalhães.

A medida, de tão desgraçada, interferiu até na presença do público que pretendia assistir ao mencionado espetáculo, que somente conseguiu adentrar no estádio quando o jogo já se encontrava em andamento, enquanto que outros decidiram voltar para casa, depois de buscar a esmo uma vaga para estacionar seus veículos e não conseguir.

Todavia, prejuízo maior sofreu quem apenas queria sair de casa e ir a algum outro ponto da cidade, que teve que amargar as consequências da malsinada intervenção no trânsito, sem ter a quem reclamar.   

Infelizmente, eis a nossa triste realidade .... Estamos entregues nas mãos de pessoas que, ao menos de forma oficial, deveriam entender algo sobre mobilidade (mas que disso nada compreendem), parecendo desconher o basilar princípio do respeito e consideração aos que, com muito sacrifício, pagam seus impostos, que, em última análise, são utilizados para o adimplemento dos salários daqueles.

Tempos difícieis estes que estamos vivendo.

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