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Opinião
Salvem nossos homens!

Clímaco Feitosa
Head of Innovation da iLand Technology e diretor de relacionamento com a iniciativa privada da Sociedade dos Usuários de Tecnologia de Pernambuco - SUCESU-PE
opiniao.pe@diariodepernambuco.com.br

Publicado em: 12/11/2019 09:00 Atualizado em:

Nunca é confortável falar sobre morte, sabemos. Mas este é um tema que nós humanos temos certeza: um dia, o dia chega :) No mundo dos negócios, este também é um tema recorrente. Várias empresas morrem, todos os dias, por diversos motivos. O Sebrae liberou um relatório preocupante sobre o percentual de sobrevivência de empresas no Brasil: de cada 4 empresas abertas, 1 fecha antes de completar 2 anos de existência no mercado. Podem-se listar diversos motivos que levaram a essa grave estatística nacional, entre eles: a crise política e a extrema burocratização. Claro que estamos vendo que o mercado está dando sinais de recuperação, mas mesmo assim, alguns negócios estão indo ralo abaixo. Por que isto acontece?

Há muitos negócios que estão em pleno funcionamento e logo entrarão na malfadada estatística. Não exatamente por causa de nenhum dos problemas que comentei, ou porque vai acontecer uma hecatombe mundial. O maior motivo pelo qual afirmo que sua empresa já passou (ou passará em breve) para o limbo empresarial é exatamente o modo como alguns empresários conduzem o negócio: fazendo a mesma coisa, da mesma maneira que faziam quando a empresa foi aberta. E quem faz a mesma coisa sempre terá os mesmos resultados. Nestes tempos, quando a revolução digital não é mais novidade e a tecnologia penetrou em todos os aspectos de nossas vidas, não é preciso dizer que inovação é o nome do jogo. Mas não há inovação sem negócios. E isso está em praticamente todos os setores. A tecnologia mudou tudo, de táxis a jogos de azar, alterando drasticamente a maneira como socializamos uns com os outros.

Uma empresa do futuro é uma organização que pensa sempre à frente do seu tempo, tendo como base propósitos sólidos. Além disso, é fundamental que esse negócio seja composto por um time que realmente acredite que está contribuindo para um mundo melhor. Não por acaso, a empresa do futuro tem uma cultura forte e definida, que serve de base para o cumprimento da sua função transformadora na sociedade. Airbnb, Dropbox, Facebook, GitHub, Groupon, LinkedIn, Spotify, Uber, WhatsApp. Todas são empresas com menos de 20 anos, e que começaram com um pequeno grupo de empreendedores, nenhuma inventou uma nova tecnologia, todas propuseram novas soluções baseadas em tecnologias existentes e todas valem mais de US bi hoje.

Todos nós temos que nos perguntar agora se nossa empresa atenderá às necessidades da economia futura, se está pronta para atravessar o amanhã, agora! Não acredito que precisaremos de bolas de cristal para sobreviver no futuro dos negócios. Mas precisaremos prestar atenção e planejar bem. Não podemos esperar que as nossas empresas ou instituições encontrem o futuro para nós. Cada um de nós terá essa responsabilidade. Os empresários precisam pensar fora da caixa e visitar eventos como o Connection Experience Sucesu Nacional, que apresentará iniciativas de inovação e de como conectar sua empresa com as novas tecnologias e com o ecossistema de inovação. Alguns de nós abraçarão o futuro e outros o combaterão. Aqueles que abraçam e fluem com a mudança têm a possibilidade de capitalizar as mudanças, causar maiores impactos e, fundamentalmente, sobreviver, morrer ou viver. A escolha é nossa.

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