Diario de Pernambuco
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Opinião
Pernambuco diversificado

Bruno Schwambach
Economista, empresário e secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco
opiniao.pe@diariodepernambuco.com.br

Publicado em: 19/11/2019 03:00 Atualizado em: 19/11/2019 09:45

Construir um ambiente de bem-estar econômico exige um lastro. Em Pernambuco, o processo de reindustrialização da última década teve um norte que, além de buscar grandes investimentos, mostrou preocupação em diversificar os setores industriais. Esse conceito tem se fortalecido atualmente, com ainda mais atenção para se criar uma estrutura que responda rápido a movimentos de expansão econômica e que suporte fase adversas na geração de riquezas e de empregos.

Pernambuco passou a atuar em setores que não se imaginava que teria vocação, com a implantação de um polo automotivo, de produção de bebidas, de derivados de petróleo, dentre outros. O plano foi e segue sendo o seguinte: entender o cenário e as tendências industriais, criar condições para atender a demanda empresarial e, com isso, se tornar atraente para o investidor. Tanto que foram criados programas específicos para o setor automotivo, como forma de fomento a setores que modernizaram a pauta econômica pernambucana, historicamente movida à cana-de-açúcar.

Assim tem sido a estratégia das nossas políticas de atração de investimentos à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Montamos um time proativo, que vai em busca de parceiros, alinha investidores, procura as empresas para montar uma base industrial que garanta sustentabilidade não só para a indústria, mas para a economia. Isso tem sido essencial no enfrentamento à recessão e vai manter Pernambuco ainda mais forte no futuro, porque a pauta está sendo  ampliada, com projetos que vão trazer ganhos de produtividade e de tecnologia para tornar a atividade econômica local ainda mais robusta.

Para se ter ideia, até outubro deste ano, sob o comando do governo Paulo Câmara, foram atraídos R$ 14,4 bilhões em investimentos, com expectativa de geração de 22,2 mil empregos com as operações nos próximos anos. O principal vem da planta de veículos, reforçando que o estado tem ainda mais margem para entrar na estratégia do grupo, mas, além disso, são novas plantas no setor de confecções, de alimentos, usinas de energias renováveis, varejistas de grande porte, até o anúncio da futura conexão do cabo submarino da americana Seaborn, colocando o estado na maior e melhor rota de conectividade de internet e transmissão de dados. Trata-se de um impacto que extrapola o movimento industrial que vamos estabelecer. É um novo patamar da economia pernambucana.

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