Diario de Pernambuco
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Opinião
O estado e o livro

Raimundo Carrero
Jornalista e membro da Academia Pernambucana de Letras

Publicado em: 11/11/2019 03:00 Atualizado em: 11/11/2019 09:35

Já tratei deste assunto aqui, en passant, mas tal é o meu entusiasmo que volto a ele com a mesma ênfase. Sim, porque a partir da experiência da Cepe com a experiência de produtora e divulgadora do livro, o Governo de Pernambuco, juntamente com a presidência da casa, decidiu transformá-la numa empresa responsável  por todas as linhas da literatura pernambucana a torná-la cada vez mais forte, viva e eficiente, desde a escrita até a circulação.
 
De maneira bem clara, a Cepe também passa a se responsabilizar pelas bienais e feiras de livros com a assessoria da Associação Nordestina de Distribuidoras de Livros, dirigida por José Alventino Lima Filho, e com a Companhia de Eventos, de Guilherme Robalinho, empresas muito experientes na circulação de livros em Pernambuco. O que interessa é fazer o livro chegar ao leitor/estudante na escola e fora dela.
 
Este ano foram realizadas a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, a Fenagreste, a Feira do livro do Agreste, em Caruaru, a Bienal do livro de Garanhuns e a Feira do Livro de Ipojuca. A previsão é que chegue também ao Sertão.
 
Além disso, o jornalista Schneider Carpeggiani, já editor do Suplemento Pernambuco, criou e dirige o selo com  mesmo nome,  responsável pela publicação de nomes fundamentais à cultura brasileira, como Silviano Santiago, analista da obra de Guimarães Rosa.
 
Tudo isso nos leva a refletir sobre uma política brasileira do livro, a partir do exemplo de Pernambuco, já com profunda repercussão, embora setores da cultura acreditem que o livro deve ser entregue apenas à iniciativa privada, com muita repercussão na economia.
 
Lembro, por isso mesmo, o problema das coedições, muito exploradas, em diversos níveis, nas décadas de 1960,1970, 1980 e 1990. Eu mesmo fui muito coeditado , desde o meu primeiro livro A História de Bernarda Soledade – A Tigre do Sertão – título que ainda hoje gera muita polêmica, sobretudo entre os analfabetos. Principalmente entre aquele que dizem zelar pela gramática.
 
Para diminuir a importância dos livros, alguns desafetos chamaram a coedição de chapa branca. Com o tempo os autores foram se impondo e reaarfimando, cada vez mais, a força de suas obras. A Cepe vem demonstrar a força do estado com uma política do livro e destacar a força da  literatura pernambucana.
 
Sem esquecer que a editora que mais publicou coedições foi a Civilização Brasileira, de Ênio Silveira, em parceria com o Instituto Nacional do Livro.

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