Diario de Pernambuco
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Opinião
Fenelivro destaca o meio ambiente

Raimundo Carrero
Jornalista e membro da Academia Pernambucana de Letras

Publicado em: 04/11/2019 03:00 Atualizado em: 04/11/2019 08:29

Em muito boa hora a exemplar Companhia Editora de Pernambuco- Cepe – realiza na Centro de Convenções, a Feira Nordestina do Livro – Fenelivro – com destaque para o Meio Ambiente, em homenagem Vasconcelos Sobrinho , que desde a década de 1970 luta contra a desertfiação do Nordeste , nem sempre ouvido pelas autoridades, mas sempre guerreiro e persistente. Seus alertas sistemáticos estão hoje basicamente confirmados.

Neste momento, a iniciativa da Cepe mostra-se necessária e eficaz porque vivemos o maior desastre ecológico da história. com o presente de grego de navio que despeja toneladas de óleo no nosso mar, embora as autoridades nem sempre estejam convencidas da tragédia levando milhares de voluntários a trabalhar dia e noite, muitas vezes sem resultado prático.

A Fenelivro coloca livros e documentos nas mãos de leitores ávidos e promove debates e entrevistas de autoridade  e de estudiosos que se dedicam ao tema desde sempre. Por iss é comovente ver milhares de estudantes e de estudiodos em busca de livros e de standes onde possam examinar o meio ambiente.

Por tudo isso é que podemos dizer que Pernambuco é hoje o que chamaríamos de Estado de Livros com feiras e bienais realizando-se quase todos os meses do ano, distribuindo obras literárias e científicas por todas as regiões, numa riqueza impressionante de informações. Algo surpreendente e belo.

É claro que o principal responsável é o governador Paulo Câmara, mas é decisivo destacar os dirigentes da Cepe e os integrantes da Secretaria de Educação, destacando-se os professores, responsáveis elo aumento de leitores em nosso Estado, saindo, sobretudo, das escolas estaduais e municipais. Sem esquecer o exemplo de inúmeras bibliotecas comunitárias, espalhadas em bairros do Recife e em cidades do Interior.

O leitor recordará  que há pouco menos de um mês realizou-se também no Centro de Convenções a Bienal do Livro de Pernambuco, homenageando o escritor Sidney Rocha, que lançou o romance A Estética da Indiferença, pela Editora Iluminuras. Nesta Fenelivro, Sidney lanç a biografia de Germano Coelho, um dos fundadores do MCP, Movimento de Cultura Popular, tão importante para a aducação brasileira.

Desde Agora, a Cepe passa ser responsável pelas realização das feirss de livros e de bienais em Pernando, que se torna um programa de Governo. Algo completamente renovador em nosso Estado, o qe, com certeza, dará bons resultados, sobretudo no plano da leitura, um ponto muito cruiticado entre nós.

De minha pere, nunca  aceito a acusação de que os jovens brasileiros não costumam ler.Pura inverdade. Lemos e lemos muito.Sou testemunha porque viajo o país inteiro para debates cim os nossos leitores. E são muitos escritores cruzando o Brasil com o mesmo objetivo. Esrejam certos.

Pernambuco sempre foi um estado de vanguarda, que agora se confirma ainda mais. Vamos avançando e ava çando sempre.  Haverá um tempo em que se registrará Pernambuco como Rstado em mais se lê no Brasil....

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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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