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Opinião
Idoso: ontem, hoje e sempre

Ana Maria Castelo Branco
Mestra em Letras pela UFPE, professora e contadora de histórias

Publicado em: 02/10/2019 03:00 Atualizado em: 02/10/2019 10:05

No dia 1º de outubro comemoramos o Dia do Idoso, dia este que deve ser vivenciado e reverenciado com práticas de valorização e exaltação à pessoa idosa, a qual contribuiu para a sociedade com seus conhecimentos, prestação de serviços e participação efetiva no crescimento do nosso país. Sua bagagem de conhecimentos e vivências  tem muito a contribuir para às gerações mais jovens, desde que haja atenção e espaço para que seja ouvida. Essa data objetiva o reconhecimento dos indivíduos com sabedoria e experiências adquiridas ao longo dos anos.

É importante lembrar que, até o ano de 2006, o Dia do Idosocostumava ser celebrado em 27 de setembro, no entanto, com a promulgação da Lei 10.741/2003 que instituiu o Estatuto do idoso, essa data passou a ser comemorada no dia 1º de outubro.

O Estatuto do Idoso é destinado a garantir os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, popularmente conhecida como a 3ª idade ou a boa idade. A título de curiosidade, para a geriatria, sob o ponto de vista biológico, a terceira idade situa-se entre os 50 - 77 anos e ainda categorizam a chamada quarta idade, que compreende dos 75 aos 105 anos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, um país é considerado envelhecido quando 14% da sua população possui mais de 65 anos. O Brasil levará pouco mais de uma década para ser considerado um país velho, pois no ano de 2032, teremos 32,5 milhões dos mais de 226 milhões de brasileiros com 65 anos ou mais. Esses dados são alarmantes, pois não estamos vendo políticas públicas direcionadas à melhoria da qualidade de vida da pessoa idosa.

O Art. 3º do Estatuto do idoso deixa claro que é obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.

Mas, infelizmente, temos visto muitos casos de maus tratos, abandono e violência para com a pessoa idosa no Brasil; e isso nos deixa, além de muito tristes, envergonhados!, pois os idosos são indivíduos que já viveram muito, acumularam saberes, e por toda a sua contribuição para com a sociedade devem ter suas histórias de vida respeitadas, valorizadas e consideradas em todos os aspectos sociais.

Não se pode ignorar o crescimento da população de idosos nas últimas décadas. Assim, é importante pensarmos políticas públicas que garantam qualidade de vida, já que o Brasil logo, logo será um país envelhecido. Frisamos que a velhice só será um problema se a sociedade não se adaptar à população cada vez mais idosa. Mudanças são necessárias e as pessoas idosas não podem esperar, precisamos reorganizar a estrutura social e levantarmos a bandeira da 3ª idade.

Se todos nós tivermos a consciência de que a velhice é um processo natural e que inevitavelmente iremos passar por ele, direcionaremos melhor as nossas ações e criaremos espaços privilegiados para os idosos, proporcionando-os a alegria de viver na realização das atividades com diversão e entusiasmo, respeitando é claro, essa dinâmica em que eles  se encontram inseridos ( limitações físicas, medicamentos, fisioterapia etc.).

Faz parte do respeito ao idoso, a gentileza, a paciência e a consideração. Nesse dia e nos outros, nosso respeito a todos os idosos e uma singela homenagem aos nossos avós paternos e maternos, nossa fonte de crenças e tradições.

Os idosos de hoje serão no futuro, os faróis de quem ainda nem nasceu.

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