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Opinião
A cultura, o muro e Cervantes

Francisco Dacal
Administrador de empresas e escritor

Publicado em: 12/10/2019 03:00 Atualizado em: 13/10/2019 20:13

No dia 3 de outubro passado aconteceu, no Museu do Estado, no Recife, o Fórum de Cultura do Nordeste, presidido pelo secretário de Cultura de Pernambuco, Gilberto Freyre Neto, com a participação dos respectivos secretários da pasta nos outros estados da região.

Também participaram do evento, como convidados, os representantes consulares em Pernambuco, os coordenadores de cultura da Unesco e da OEI-Organização dos Estados Ibero-americanos, o IPERID-Instituto de Pesquisas Estratégicas em Relações Internacionais e Diplomacia, a Price Water House Coopers, o British Council, o Instituto Goethe e o Instituto Cervantes.

O Fórum objetiva estabelecer uma ação conjunta, coordenada, para que as diversas áreas da cultura nordestina, através da organização de suas necessidades, possam eleger as prioridades e criar meios, eficazes, de captação recursos e financiamentos dentro da pauta do Consórcio dos Governadores do Nordeste, bem como desenvolver cooperações com entidades externas, nacional e internacional.

A reconhecida riqueza, o multiculturalismo e a amplitude da cultura nordestina, em si, são fatores atraentes. Potencializados, através da qualificação das modalidades selecionadas, os aspectos econômicos atinentes terão aumentados o grau de viabilidade. Uma visão fundamental, e sensível ao sucesso, é que a neutralidade da cultura e a diplomacia cultural, se bem aplicadas, ajudarão, substancialmente, no êxito das missões.

À noite, os participantes do Fórum, convidados pela consulesa da Alemanha, Maria Konning de Siqueira Regueira, estiveram presentes na comemoração dos 30 anos da queda do Muro de Berlim – e do Dia da Unidade Alemã, no Forte das Cinco Pontas. Não poderia haver lugar melhor. Uma bela e importante festa, onde foram lembrados fatos insanos acontecidos em meados do século 20, para que nunca mais voltem a acontecer. A queda do Muro tornou-se um símbolo de liberdade e união para todos os povos.           

O Instituto Cervantes se fez presente, nos dois eventos, representado pelo seu novo diretor, Daniel Gallego Arcas, e por este escriba, no papel de Sancho, dentro dos princípios que regem a entidade, de promover o ensino da língua espanhola e a integração cultural com as nações em que esteja presente, elos de grande importância, principalmente no caso do Brasil, pela proximidade histórica e pelas extensas fronteiras hispano-americanas, predominantes.

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