Diario de Pernambuco
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Opinião
Meu reino por uma flor de maracujá!

José Adalberto Ribeiro
Jornalista

Publicado em: 26/09/2019 03:00 Atualizado em: 26/09/2019 09:31

MONTANHAS DA JAQUEIRA –  “Segure seus radicais que eu seguro os meus!”, dialogo imaginário ou mais que real entre o general presidente João Figueiredo e o condestável Senhor Diretas, Ulysses Guimarães, idos da Anistia/transição democrática em 1979 e nas nascentes da década de 1980. Os radicais estão novamente no gramado. Criaram raízes nos ares, nas nuvens, nos lares, nos bares, nos alambrados, nos subterrâneos, nos mares, em todos os patamares.

Os corações auriverdes estão em chamas. Chamem os floristas,  bombeiros, cardiologistas, benzedeiras, irmãos das almas! Precisamos de bálsamos, colírios, ervas-cidreiras, camomilas e capins-santos.

Meu reino por uma flor de maracujá! Meu reino por uma tulha de capim-santo! assim falou o bicho-grilo Adalbertovsky, autoproclamado profeta-raiz das montanhas da Jaqueira, da Serra da Borborema, da Freguesia dos Aflitos et Orbi.   

Assim feito Elvis Presley, Michael Jackson do Pandeiro e Augusto dos Anjos, dos arcanjos e dos pecadores, os radicais estão vivos, radicais are alive. Viva Elvis, viva Michael Jackson do Pandeiro, viva Augusto dos Anjos, dos arcanjos e dos pecadores, noves fora os radicais!    

Os radicais incendeiam corações, multidões, pneus, florestas.

Os devotos da seita acreditam na pós-verdade. O Petrolão nunca existiu. Os 12/14 milhões de desempregados nunca existiram. Os pecadores serão redimidos e as almas honestas serão proclamadas.

Águas passadas movem moinhos, sim. A história é sempre escrita pelos vencedores. Errado. A história no Brasil está sendo escrita e reescrita pelos perdedores. Os vitoriosos pedem perdão mil vezes às esquerdas aliadas dos regimes comunistas de Cuba, China e à finada União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Nos idos revolucionários, alhures, havia um lema: “É tempo de estourar miolos, não de alisar cabeças”. Muitos miolos foram estourados e fuzilados em nome da distopia socialista.

Ulysses revelou a ira santa ao assinar a Constituição de 1988. “Temos ódio e nojo à ditadura”. Naquele tempo também se dizia que não devemos perder a capacidade de nos indignar diante da corrupção.

Rock n’roll. Pedras que rolam não criam limo, reza a lenda proverbial. Ulysses vive!

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