A morte de Pedrito. Adeus, meu velho

Raimundo Carrero
Jornalista e membro da Academia Pernambucana de Letras

Publicado em: 09/09/2019 03:00 Atualizado em: 09/09/2019 09:11

Com a morte de Pedro Granja Muniz, nosso Pedrito, quinta-feira,5, em Salgueiro, o sertão pernambucano perde muito da sua dignidade e do seu humor. Seriamente doente desde o começo do século, suportou as dores e angústia da sua Terezinha, com quem viveu mais de sessenta anos, embora muito bem tratado pela família, sobretudo por Marília e Rilmar, sem esquecer os netos, superlativamente carinhosos.

Originário de Araripina, foi morar em Salgueiro na década de 1950, dedicando-se ao ramo das peças de automóveis, participando ativamente de todos os movimentos sociais e religiosos da cidade, até se casar com Terezinha de Sá Barros , minha irmã mais velha, em 1959. Juntos, deram início a uma nova família com Marília e Rilmar, tiveram netos e bisnetos,até a doença de Terezinha, que chegou a dirigir o Colégio Carlos Pena Filho, onde estudei até a conclusão do ginásio, em 1965- e o Deres- Diretoria Regional de ensino. Uma diretora séria, severa e difícil, desdobrando cuidados e atenções, gentilezas e inquietações a alunos e professores, de quem sempre teve o melhor respeito e amor desinteressado. Como é natural no amor. Aliás, amor que dedicou aos irmãos, sempre.

Sucedeu a diretora Carmelita Torres, cujo principal legado era a educação e a disciplina, merecendo, por isso mesmo, a melhor atenção dos pais e familiares. Juntas, formariam  o conjunto dirigente dos melhores momentos do Colégio Normal do Salgueiro e do Colégio Carlos Pena Filho. É claro que houve outras diretoras de grande qualidade, mas neste momento presto homenagens às duas.

Pedrito encontrou em Terezinha a companheira ideal para perseverar  crescer, tornando-se figura indispensável para o progresso da cidade, sobretudo num momento  de transição política e econômica com mudanças sociais, políticas e familiares. Sem esquecer o  fechamento da Rede Ferroviária Federal ao lado crescimento de Serra Talhada e de Petrolina, com a ajuda desordenada do Governo Federal.

A vida de Salgueiro mudou e mudou muito, sobretudo no comado político com Creuza Pereira que, apesar de todas as dificuldades, fez a cidade crescer enormemente, com visíveis avanços nas áreas de educação e cultura. Lembro ainda os avanços no campo social, ode os mais pobres mereceram atenção enriquecedora.

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