Diario de Pernambuco
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Opinião
Subsídio aos governadores do Nordeste

Sebastião Barreto Campello
Presidente do Centro de Estudos do Nordeste %u2013 CENOR
sebastiaompc@gmail.com

Publicado em: 27/08/2019 03:00 Atualizado em: 27/08/2019 09:33

Em 1816 um escritor e comerciante inglês, chamado Henry Koster, escreveu o livro Travel’s in Brazil, no qual ele afirma que era chocante o contraste entre a pobreza do Sudeste (São Paulo e Rio de Janeiro) e a opulência do Nordeste.

Roberto Cochrane Simonsen no seu clássico livro de 1944, História econômica do Brasil, afirma que em 1850 Pernambuco detinha 50% do PIB brasileiro da época. No primeiro recenseamento feito no Brasil, em 1872, o Nordeste aparece com 65% do PIB brasileiro. Por que hoje só temos 15%?

Em 1845, o Brasil já independente, o Diario de Pernambuco publicou “que a Província arrecadou Rs 2,884: 918 e remeterá para o Rio de Janeiro Rs 1.902: 411. Em 3 de março de 1846 o Diario de Pernambuco publicava também que a Província arrecadou em 1845 Rs 3.131:036 e remeteu para “aquele sorvedouro” do Rio de Janeiro Rs 2,113: 258.

Por que a partir do início do século 20 o Nordeste aparece como região subdesenvolvida? Porque o governo federal, com recursos do Nordeste (a região desenvolvida), passou a investir maciçamente no Sudeste, deixando o Nordeste completamente abandonado.

Vejamos: De 1909 até 1984 (76 anos de atuação):

DNOCS despendeu, com correção monetária, USS 3,2 bilhões, enquanto investiu-se US$ 16 bilhões em Itaipu em dez anos (cinco vezes mais). A Ferrovia do Aço US$ 4 bilhões (1,25 vezes mais); o Plano Nuclear US$ 18 bilhões (5,6 vezes mais), a Aço Minas US$ 6 bilhões (1,9 vezes mais).

Fica para outro artigo a continuação deste.

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