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Opinião
A absurda morte da odontóloga Alessandra Tristão

Moacir Veloso
Advogado

Publicado em: 22/08/2019 03:00 Atualizado em: 22/08/2019 14:00

Na tarde do dia 16/8/2019, Alessandra, uma jovem de 23 anos, recém-formada em odontologia, saiu de casa para comprar o seu vestido de formatura. Não é difícil imaginar o que se passava na cabeça dessa jovem, ao implementar os preparativos para a sua formatura, objetivo alcançado após anos de estudos universitários. Ao chegar em uma loja, ela foi atendida pela vendedora Rosa: Eu mostrei os vestidos a ela, que achou muito bonitos, mas disse que não era isso que ela queria. Rosa então disse a ela que tinha vestidos novos e bonitos em outra loja, e deu o endereço. Alguns minutos depois que Alessandra saiu, a vendedora percebeu uma grande movimentação na calçada e lá estava o corpo de Alessandra no chão. Rosa disse também que chegou a ver o assassino de Alessandra, um motoqueiro que surgiu em alta velocidade, perdeu o controle da motocicleta e assassinou Alessandra, fugindo em seguida. Alessandra chegou a ser socorrida no Hospital da Restauração, mas não resistiu. Como registrou o Diario de Pernambuco, no seu Editorial de 19.8.2019: A cada 15 minutos um brasileiro é vítima de acidente de trânsito. Poucos anos atrás, os dados eram mais dramáticos. No fim de 2011, 43.256 pessoas foram a óbito nas ruas e estradas. Em 2017, o número de vítimas caiu para 34.286. Uma redução de 20.85%, segundo dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. (...) Crianças e jovens entre 5 e 29 representam a maioria do total de óbitos. Muito dos que se salvam elevam os custos do Poder Público no setor saúde. (...) No Brasil, 90% das colisões letais entre veículos são causadas por erro humano: excesso de velocidade, imprudência ou desatenção dos motoristas, ingestão de álcool, desobediência à sinalização e ultrapassagem indevida. Pois que não se pode deixar de reconhecer que, nos últimos 20 anos, após a entrada em vigor do novo Código Brasileiro de Trânsito, bem como o engajamento da indústria automobilística em diminuir os acidentes, por meio de aperfeiçoamento dos itens de segurança do novos veículos, foi gerada uma grande rede em favor da vida e contra a violência no trânsito. Infelizmente, o outro lado da questão, a impunidade continua sendo a regra. O caso de prisão e cumprimento de pena pelos criminosos do trânsito são insignificantes em relação à magnitude do morticínio patrocinado pelos automóveis e seus condutores. Em um estudo de 2016, de autoria de Rosemary Mariano tentou chegar ao número de criminosos presos, por delito de trânsito. Disse ela: Infelizmente, condenação com prisão nos crimes de trânsito ainda é algo raro. Neste momento apenas 20 pessoas estão presas no Brasil por crime de trânsito após passar pela condenação por júri popular. Dessas, 18 estão em regime fechado e 2 em semiaberto. Como se vê, é muito provável que exista um pequeno número de pessoas presas ou cumprindo pena por crime de trânsito, apesar da Lei Seca e dos radares, pardais, etc..., os acidentes diminuíram, mas estão muito longe do ideal. Só para encerrar, o leitor conhece alguém que esteja preso ou cumprindo pena por algum crime de trânsito?

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