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COVID-19

Segunda vacina criada pela Rússia promete 6 meses de imunidade

Publicado em: 18/09/2020 15:22

 (Foto: Handout / Russian Direct Investment Fund / AFP
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Foto: Handout / Russian Direct Investment Fund / AFP
De acordo com o Centro Estatal de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia Vektor, em Novossibirsk, na Rússia, os testes clínicos da primeira fase de sua vacina foram concluídos. Esta é a segunda vacina desenvolvida pelos russos contra o vírus SARS-CoV-2, que causa a doença Covid-19. A primeira foi a Sputnik V, criada pelo Centro Gamaleya, pioneira em obter o registro mundial.

No entanto, o Centro Vektor declarou que o medicamento não cria imunidade para toda a vida, ou seja, a vacina contra o vírus possui validade por um prazo mínimo de seis meses. "A vacina não cria imunidade por toda vida. E isso é bom porque não levamos conosco nenhuma mudança no corpo por toda a vida. Nós podemos dizer no momento atual que a imunidade é suficientemente formada para, no mínimo, seis meses",  garantiu Aleksandr Ryzhikov, representante da instituição.

Ryzhikov também anunciou que os testes apresentaram bons resultados e êxito no desenvolvimento da vacina. "A vacina cria resposta imunológica pontual. No momento atual nós podemos ficar tranquilos. Eu acho que no futuro mais afastado esta vacina vai reagir de maneira bastante estável às mutações do vírus", apontou.

O Centro Vektor ainda anunciou que os resultados dos testes clínicos estão sendo elaborados para serem publicados. “Mas, naturalmente, queremos proteger nossos resultados do uso ilegal, por isso, antes de tudo, nós nos focamos no preparo das patentes da vacina. Será possível ler sobre os primeiros resultados nos próximos meses, em publicações científicas tanto nacionais quanto estrangeiras", acrescentou Ryzhikov

Já o Serviço Federal de Defesa dos Direitos dos Consumidores e Bem-Estar Humano da Rússia revelou no seu canal do Instagram mais detalhes sobre o processo e as perspectivas envolvendo os testes clínicos dessa vacina. "A segurança da vacina é pesquisada durante os estudos pré-clínicos, analisamos sua ação em aproximadamente 1.500 diferentes animais. Estes incluíram ratos, ratazanas, porquinhos-da-Índia, coelhos, hamsters, furões e primatas não antropóides. Depois a segurança da vacina é verificada em sua primeira fase de testes clínicos. Essas análises já foram concluídas e mostram que nossa vacina é totalmente segura. Na terceira fase, onde a eficácia da vacina será estudada, serão convidados para pesquisa pelo menos três mil voluntários", assegurou o  comunicado oficial da entidade.
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