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Senadores norte-americanos apresentam proposta de sanções à China

Publicado em: 13/05/2020 19:57

Um grupo de senadores dos Estados Unidos, do partido Republicano, apresentou ao Congresso americano uma proposta de legislação que permite ao presidente Donald Trump impor e aplicar sanções à China, caso a potência asiática não ofereça e não cumpra as exigências de revelar informações completas sobre a Covid-19.

O documento divulgado e elaborado pelos senadores Lindsey Graham, Thom Tillis, Cindy Hyde-Smith, Mike Braun, Rick Scott, Steve Daines, Todd Young, Jim Inhofe e Roger Wicker estabelece que sem a necessidade de autorização, o presidente poderá impor uma série de sanções como congelamento de bens, proibição de viagens, revogação de vistos, restrição as instituições financeiras dos Estados Unidos de conceder empréstimos ou subscrever garantias a empresas chinesas, e proibição de  empresas chinesas de serem cotadas nas bolsas de valores americanas. 

O projeto ainda estipula que a medida exige que o líder dos EUA forneça garantias ao Congresso, no prazo de 60 dias, de que Pequim compartilhou as informações e disponibilizaram dados completos referentes a qualquer investigação associada ao novo coronavírus liderada pelos Estados Unidos, seus aliados ou agências da ONU, incluindo a Organização Mundial da Saúde. Além disso, a declaração acrescenta que a Casa Branca também deve notificar os legisladores americanos se a China fechar os mercados de animais vivos em funcionamento que possam representar riscos para os humanos e liberar todos os defensores da democracia que foram presos no protesto pós-Covid-19, que ocorreu em Hong Kong.

O senador Lindsey Graham pediu que a China fosse pressionada em relação o seu discurso sobre a origem do vírus e que deve ser responsabilizada. "Devemos determinar como o vírus surgiu e tomar medidas como fechar os mercados de animais vivos, para garantir que isso não volte a acontecer", afirmou Graham.  A Câmara dos Representantes e o Senado dos EUA estudam sobre a votação do projeto de lei.  
Em meio à pandemia, vários membros da administração Trump, inclusive o próprio presidente, além de diversos meios de comunicação dos EUA, tem atribuído sistematicamente culpa a China, com fortes críticas a Pequim pelo seu desempenho durante a crise, assim como acusações de ocultar dados e até mesmo ter criado o vírus.

Reação da China a Washington
O Governo chinês por meio do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, declarou em nota que "O projeto de lei apresentado por alguns senadores dos EUA desconsidera completamente os fatos, eles querem iniciar uma investigação com uma presunção de culpa para imputar à China a sua responsabilidade pelo fracasso no combate à epidemia. Isso é impossível. Expressamos nosso forte protesto".

A China reitera seu posicionamento, no qual repudia e denuncia as acusações, afirmando que os políticos dos EUA incentivam a politização da pandemia.
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