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Demissões nos EUA continuam e Trump pressiona pela reabertura

Por: AFP

Publicado em: 14/05/2020 14:36 | Atualizado em: 14/05/2020 14:49

 (Foto: Drew Angerer / GETTY IMAGES NORTH AMERICA /  AFP)
Foto: Drew Angerer / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
Os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos diminuíram na semana passada, mas ainda se situaram em 2,98 milhões, mostrando que a pandemia de coronavírus continua a destruir um grande número de empregos - apontam dados publicados pelo Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (14).

O número de pessoas que solicitaram pela primeira vez o subsídio na semana que terminou em 9 de maio caiu cerca de 200.000 em relação ao intervalo anterior, mas foi maior do que os analistas esperavam e permanece muito superior do que em qualquer semana antes do surto de Covid-19.

Os novos dados elevam para 36,5 milhões o número de empregos perdidos nos Estados Unidos desde a chegada da pandemia em meados de março, um número apenas comparável à situação que o país experimentou durante a Grande Depressão de quase um século atrás.

Essas pessoas que ficaram desempregadas influenciarão a taxa de desemprego, que em abril subiu para 14,7%, registrando um aumento espetacular em comparação com a situação antes da crise em fevereiro, quando era de 3,5%.

O grande confinamento para tentar conter a propagação do vírus - para o qual não existe vacina e os tratamentos ainda são experimentais - gerou a perda de 20,5 milhões de empregos em abril.

Em uma dinâmica eleitoral, Trump comemorou os números e afirmou que o "Estados Unidos está recuperando o ritmo" e reiterou suas críticas à China pela gestão da emergência, desde que o vírus foi detectado pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan no ano passado. 

A Casa Branca, que até pouco tempo se vangloriava por ter a melhor economia da história, recebeu os números com resignação.

"Ainda é um número difícil, mas melhor do que esperávamos", disse o assessor econômico Kevin Hassett a jornalistas. "O fato de termos caído abaixo dos 3 milhões sugere que a economia está se levantando e esperamos que agora esses pedidos comecem a diminuir", acrescentou. 

- "As demissões vão continuar" - 

Na quarta-feira, o presidente do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, Jerome Powell, alertou que os danos causados pela pandemia de coronavírus à economia americana poderiam ser "duradouros". 

Em um momento em que os EUA continuam sendo o país com mais mortos pela pandemia, com mais de 84.136 óbitos, o principal consultor médico da Casa Branca, Anthony Fauci, alertou o Congresso esta semana sobre os riscos de um desconfinamento apressado. 

A consultoria HFE estimou que, à medida em que vários estados do país começarem a reabrir seus negócios, os trabalhadores encontrarão oportunidades novamente.

"No entanto, os novos protocolos para o vírus continuarão restringindo as atividades (...) Acreditamos que as demissões continuarão nas próximas semanas, embora a um ritmo mais lento", completou a consultoria.

A Câmara dos Deputados, controlada pelos democratas, apresentou na terça-feira um novo plano de estímulo por US$ 3 trilhões, para garantir o pagamento de aluguéis e hipotecas. 

Este pacote se junta a vários planos de auxílio já aprovados por cerca de 3 trilhões de dólares, mas seu destino é incerto já que tanto a Casa Branca quanto os republicanos - que controlam o Senado - preferem esperar para ver os efeitos das medidas anteriores.
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