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Em troca de Eduardo, Trump cogita nomear o filho como embaixador no Brasil

Publicado em: 12/07/2019 12:19 | Atualizado em: 12/07/2019 12:25

Alan Santos/PR
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pensa em designar o filho Eric para assumir a embaixada dos Estados Unidos em Brasília. 

Fontes do governo brasileiro indicaram que Eric Trump assumiria o cargo caso o deputado Eduardo Bolsonaro fosse nomeado embaixador em Washington. Eric tem a mesma idade do filho do presidente Jair Bolsonaro, 35 anos. O envio dos filhos dos presidentes consolidaria a relação entre os paises. 

Segundo fonte do governo, o comentário atual em Washington é de que a embaixada brasileira seria muito burocrática. Os americanos já teriam indicado que desejam uma troca de nomeações políticas para as embaixadas. 

Integrantes do governo avaliam que a ida de Eduardo Bolsonaro para Washington seria uma vitória para o chanceler Ernesto Araújo, que passaria a ter mais espaço para cuidar da política externa. 

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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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