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FARC

Ataque a militares deixa dois mortos e nove feridos na Colômbia

Por: AFP

Publicado em: 12/07/2019 17:32

Foto: AFP
Dois militares morreram, e nove ficaram feridos em uma emboscada atribuída a guerrilheiros dissidentes das Farc no sudoeste da Colômbia - anunciou o Exército em nota divulgada nesta sexta-feira (12).

Morreram na emboscada o sargento Jonathan Verdugo e o soldado Alex Irua, informou o Exército colombiano, acrescentando que, dos nove militares feridos, dois se encontram em estado grave.

O ataque aconteceu na noite de quinta-feira, no município de Cumbitara, no departamento de Nariño, perto da fronteira com o Equador.

O grupo de militares caiu em uma armadilha com explosivos e, depois, foram atacados com rajadas de fuzil.

Em um comunicado, o Exército responsabilizou o grupo dissidente "Estiven Gonzales", da guerrilha dissolvida das ex-Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O departamento de Nariño é a zona com mais plantações de coca do mundo, com quase 46.000 hectares plantados, segundo a última medição da ONU, em 2017.

Por sua localização estratégica para a saída de cocaína para a América Central e para os Estados Unidos, a zona é disputada por dissidentes que não aderiram ao pacto de paz de 2016, por traficantes de drogas e pelo Exército de Libertação Nacional (ELN).
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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