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Copa do Mundo

Valentina Recife lança coleção cápsula para a Copa do Mundo

Intitulada Valentina na Copa, a coleção é assinada pela blogueira Karla Santos, a convite de Raquel Villar e Suellen Figueirôa

Publicado em: 16/06/2018 12:41 | Atualizado em: 15/06/2018 16:39

Das pantalonas às jardineiras, a Valentina Recife (@valentinarecife) inovou em sua coleção cápsula para a Copa do Mundo, intitulada Valentina na Copa. Divididas entre os segmentos Clássico (com confecção em veludo e lurex), Esportivo (com brasão nacional) e Brasilidade (com estampas temáticas variadas), as peças custam a partir de R$ 48 e fogem do óbvio nos quesitos modelagem e exclusividade. Há itens piloto que podem ser encomendados sob medida pelas torcedoras com direito a adaptações. 

O futebol, a alegria dos brasileiros e o clima contagiante do campeonato mundial são as principais referências da coleção, assinada pela blogueira Karla Santos, a convite de Raquel Villar e Suellen Figueirôa. “São peças que vão além da Copa e se adaptam facilmente ao armário. Um body que contempla várias amarrações, croppeds que podem ser combinados com calças, shorts, saias. A ideia é que a pessoa crie diversas opções com uma ou duas peças, baseada em uma das premissas da Valentina To Dress, que levanta a bandeira da moda consciente”, explicou Karla. 

Peças são inspiradas nas cores da bandeira brasileira e em símbolos associados à brasilidade. Foto: Paula Maestrali/Divulgação



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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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