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Notícia de Economia

IPCA

Inflação do Grande Recife em junho é a maior do país

Por: Iris Costa

Publicado em: 08/07/2021 18:35 | Atualizado em: 08/07/2021 18:41

No acumulado do semestre e dos últimos 12 meses, a inflação recifense também está acima da média nacional
 (Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
No acumulado do semestre e dos últimos 12 meses, a inflação recifense também está acima da média nacional (Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Confirmando a sensação de aperto no bolso dos recifenses, foi divulgado nesta quinta-feira (8) mais uma alta no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrado em junho. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Região Metropolitana do Recife (RMR) teve inflação de 0,92% no mês, o maior percentual entre as 16 localidades pesquisadas. O resultado vem na contramão da desaceleração da inflação nacional, que reduziu para 0,53% em junho, depois de alcançar 0,83% no mês anterior.

No acumulado do semestre, a RMR teve inflação de 4,13%, empatando com Salvador em nono lugar entre as regiões metropolitanas e capitais que fazem parte do levantamento. O percentual está acima da média brasileira, de 3,77%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA do Grande Recife teve aumento de 8,81%, novamente superior ao do Brasil (8,35%).

Para a gerente de planejamento e gestão do IBGE em Pernambuco, Fernanda Estelita, o desencontro entre a inflação pernambucana e a média brasileira não tem uma causa específica, sendo apenas uma conformação regular dentro do cenário econômico atual. “A inflação do Grande Recife nem sempre está à frente da inflação nacional, mas a gente tem vivido um momento em que esse realmente é o cenário. Quando você pega o acumulado do ano e compara com outras capitais, a RMR não está entre as maiores”, explica.

Em relação aos produtos e serviços pesquisados, Transportes e Habitação foram os grupos que mais pressionaram a inflação de junho. Todas as nove categorias pesquisadas tiveram alta, ainda que o segmento de Educação (0,03%) e Comunicação (0,01%) tenham se aproximado da estabilidade. “A gente teve a repetição dos últimos meses com a alta nos Transportes, impulsionada pelo aumento dos combustíveis.Também chamou bastante atenção o grupo de Habitação, com altas no gás de cozinha e na energia elétrica, que agora está na bandeira vermelha.

Pressionado pela alta de 4,92% no preço da gasolina, o setor de Transportes teve inflação de 1,9%. Essa também é a categoria com a inflação mais elevada tanto no acumulado do ano (8,78%) quanto no acumulado dos últimos 12 meses (16,45%). Já a Habitação teve elevação de 1,4%, puxada principalmente pelo aumento de 2,78% no preço da energia elétrica residencial e o gás de botijão (2,95%), como mencionou Fernanda Estelita.

A mercadoria com o maior aumento foi o fígado, cuja alta foi de 8,87%. Na sequência, está o açúcar refinado, com variação de 8,41%, junto com o melão (7,72%), a melancia (6,67%) e o queijo (6,23%). Outros exemplos de produtos que tiveram alta de preços são o etanol (6,07%) e as aves e ovos (4%). “A carne vermelha tem aumentado como um todo. Na impossibilidade de comprar a carne tradicional, as pessoas têm buscado alternativas mais baratas como o fígado, aves e ovos. Por conta da conjuntura e do aumento da procura, esses produtos tendem a encarecer um pouco também”, complementa Estelita.

Após o aumento de 15,29% em maio, o transporte por aplicativo foi a categoria com maior queda em junho (-36,84%). “Nesse mês nós tivemos uma queda bem expressiva no transporte por aplicativo. Por conta da pandemia e das restrições, esses preços ficaram congelados por um tempo. Como é um setor que depende muito do valor do combustível, no mês passado houve um aumento, mas o mercado não estava preparado para absorver. Em um momento um pouco mais apertado as pessoas podem evitar usar esse meio de transporte que é mais caro em relação ao ônibus, por exemplo. Essa queda em seguida acontece como uma acomodação de mercado”, contextualiza a gerente de planejamento.

Outras baixas foram registradas na batata inglesa (-17,75%), na cebola (17,44%), no feijão macáçar (-13,36%) e na cenoura (-12,07%).

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