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Notícia de Economia

PANDEMIA

Recife apresenta plano de retomada

Publicado em: 12/06/2020 08:55 | Atualizado em: 12/06/2020 09:00

 (Foto: Leandro de Santana / DP Foto)
Foto: Leandro de Santana / DP Foto
Capital pernambucana, com sua dinâmica própria pelo posicionamento que ocupa, e local de aparecimento dos primeiros casos da Covid-19, no estado, Recife ganhou um plano particular de retomada gradual das atividades. A administração municipal e o Porto Digital apresentaram, ontem, a metodologia final do estudo que conduzirá as ações para um retorno seguro e gradativo. 
 
Denominado de D.A.D.O – Dados e Análises para Decisões e Operações – o trabalho científico coordenado pelo Porto Digital, por solicitação da administração municipal, estabeleceu cinco fases de convivência com a pandemia, que, assim como a estadual, podem avançar ou retroceder a partir da análise permanente dos indicadores de risco e relevância das atividades econômicas.

O anúncio foi realizado pelo prefeito Geraldo Julio, pelo presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, e com a participação de Silvio Meira, presidente do Conselho de Gestão do Porto Digital, e de Jailson Correia, secretário de Saúde do Recife.

Partindo do princípio da ausência de segurança total em relação à Covid-19 para qualquer atividade econômica, foi estabelecida uma classificação a partir de dois eixos: relevância econômica e o risco em relação à doença, além de protocolos de saúde.

A partir daí, a abertura gradual é avaliada por um comitê composto pela coordenação do D.A.D.O e Prefeitura do Recife que dispõe de radares de acompanhamento que permitem a autorização, ou não, da passagem de uma fase à outra. O estudo prevê essa abertura dividida em cinco etapas que avançam ou retrocedem de acordo com a análise feita pelo comitê, que acompanha diariamente os dados e se reúne sistematicamente todas as segundas e quintas-feiras.

O presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, explica que a metodologia considera a frequência que o trabalho requer de exposição a doenças e infecções, o quanto exige de contato com os outros e em qual extensão requer proximidade com outras pessoas. “Cada setor, a exemplo da indústria de alimentos, possui uma sequência de atividades, que pode voltar de acordo com seu setor especifico. Na alimentação, por exemplo, há as funções do operador de máquina de envazar, alimentador de linha de produção, técnico de matéria-prima, diretor administrativo”, explica. 
 
A partir Recife apresenta plano de retomada Liberação acontecerá com base em dois eixos: relevância econômica e risco em relação à doença. Protocolos de saúde também precisarão ser adotados
deste quadrante que resulta dos fatores risco e relevância, começam a ser liberados os que possuem maior relevância e menor risco, por fases. 

Os indicadores de velocidade da pandemia, sempre comparativos aos últimos 14, 7 e 4 dias, precisam estar abaixo de 1, o que significa desaceleração da pressão sobre o sistema de saúde.

MONITORAMENTO

Durante o anúncio do DADO, o prefeito Geraldo Julio falou sobre a importância do monitoramento e do estudo encomendado ao Porto Digital. “É a reunião de uma grande quantidade de informações, um trabalho de especialistas, envolvendo empresas do ecossistema do Porto Digital para que tenhamos melhor condição de tomada de decisão durante este plano de convivência. 
 
 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação
 
 
Escutamos, também, diversos segmentos da sociedade. Este é o momento de promover um amplo diálogo com a sociedade para que esse plano seja de toda a cidade e não só da Prefeitura do Recife”, afirmou.

Pierre Lucena informou tratar-se de um plano baseado na ciência e no maior conjunto de dados possíveis coletados tanto nos dados de saúde como também nos dados de impacto econômico do Recife. “Foi contratado um conjunto de cientistas, a maioria ligados àUniversidadeFederal de Pernambuco, para confeccionar um plano que garantisse a segurança das pessoas ao mesmo tempo que tivéssemos assertividade na volta das atividades econômicas”, explicou Lucena. 

Silvio Meira, presidente do conselho do núcleo de gestão do Porto Digital, explicou que a criação do D.A.D.O deu-se para o cenário de pandemia, mas também permite, a longo prazo, uma cultura de análise de dados para decisões estratégicas na cidade. “Ele nos ajudará a construir cenários a baseados em dados e sistemas analíticos muito poderosos. Não significa que deixaremos de ter intuição e deixar por conta de uns robôs de software a tomada de decisões. 

A ideia é usar isto para a tomada de decisões melhores, mais operacionais e práticas. Ainda, no futuro, poderemos ter outras epidemias ou crises climáticas com as quais teremos que lidar”, enfatiza.

RETORNO EM CINCO ETAPAS

As fases de retorno às atividades são representadas por cinco bandeiras, identificadas por cores: vermelha, laranja, amarela, verde e azul. A vermelha, já superada, refletiu a demanda estável ou crescente da cidade por UTI e o aumento dos óbitos. Atualmente, desde a segunda quinzena de maio, a cidade entrou na fase laranja, quando estes números passaram a diminuir ou estabilizar. É o momento do isolamento na faixa dos 40%.

A amarela, com indicadores de isolamento acima de 35%, ainda não tem nada específica para ser iniciada, mas representa uma queda ainda maior nos óbitos e demanda de UTI. Nas bandeiras azul
e verde a abertura começa a se ampliar mais consideravelmente e com menos restrições a acompanharem cada caso.

A construção civil já está retomando desde a fase atual, a laranja. Os escritórios, por sua vez, estarão abertos na fase amarela, com restrições (começando com 30% e finalizando em 50% do efetivo). Na fase verde, este percentual finaliza em 80%, ainda em home office. Apenas na fase azul, será totalmente aberto.

Bares e restaurantes, ainda atualmente na fase de entrega e coleta, estarão abertos na fase amarela, a próxima, embora com restrições de 50% do efetivo, seguindo assim até a verde. O comércio atacadista, ainda com entrega e coleta na fase atual, passa a ser totalmente aberto na fase amarela. Lojas de material de construções e de veículos, por exemplo, já encontram-se funcionando, bem como serviços de alojamento e assistência técnica (estes dois últimos, desde a fase vermelha).

Atividades esportivas, por sua vez, permanecerão fechadas até a penúltima fase, a verde, quando abre com restrição de 50%. Piscinas e atividades que não demandam uso de equipamentos compartilhados podem ser abertas na fase amarela, enquanto serviços médicos odontológicos e veterinários já abertos com protocolos necessários.

Os shoppings, abertos para entrega e coleta, voltarão a funcionar na fase amarela com protocolos, bem como o comércio de rua do centro. Os de bairro já abriram na fase laranja, assim como os salões de beleza. Mesmo na fase seguinte, entretanto, estes ainda precisarão fazer agendamento e não ter fila de espera no local.

Os espaços públicos abrem já nesta fase atual. Na praia, entretanto, o calçadão não terá quiosques. Na próxima, a amarela, as praias estarão abertas, sem barracas, entretanto. Eventos esportivos também abrem na fase amarela, como os jogos de futebol, mesmo que sem as torcidas.

Sobre a educação, Pierre afirma que não há definição. “Isto será anunciado posteriormente porque é setor específico que demanda estudos adicionais”, finaliza.

FASE LARANJA

Desde a segunda quinzena de maio. Ainda há setores a serem abertos

Abertos - indústrias, construção civil, lojas de material de construção, comércio de veículos automotores, serviços de alojamento, de assistência técnica, serviços médicos, odontológicos e veterinários

Abertos com restrições -  bares e restaurantes e afins (entrega e coleta), comércio atacadista (entrega e coleta), shoppings (entrega e coleta), comércio de bairros (abrindo ao longo da fase), espaços públicos e salões de beleza.

Fechado - escritórios, atividades esportivas, piscinas e atividades que não demandem uso de equipamentos compartilhados, comércio de rua do centro e eventos esportivos
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