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Notícia de Economia

Fiscalização

Procon autua faculdade em Jaboatão dos Guararapes

Publicado em: 14/08/2019 17:38

Os fiscais estiveram no estabelecimento nesta quarta-feira. FOTO: Divulgação
Uma operação conjunta do Procon do Jaboatão dos Guararapes, Secretaria Municipal de Planejamento e Fazenda, Superintendência de Meio Ambiente e Gerência de Fiscalização Urbana e Ambiental, deflagrada nesta quarta-feira (14) na Faculdade Ibratec, no bairro do Jardim Jordão, resultou em notificação e auto de infração por irregularidades. A unidade, instalada no município desde 2016, não apresentou alvará de localização e funcionamento nem licença ambiental. O auto de infração pode resultar em multas no valor de R$ 72 mil. Caso a instituição não regularize as pendências no prazo de 15 dias, poderá ser interditada.

Além das pendências citadas, que inclui um débito de aproximadamente R$ 600 mil junto ao fisco municipal, a Ibratec não possui autorização do Ministério da Educação para oferecer cursos no Jaboatão. Outra constatação foi a inexistência do atestado de regularidade expedido pelo Corpo de Bombeiros.

De acordo com informações da prefeitura, apesar de ter chegado ao Jaboatão em 2016, a direção da Ibratec só ingressou com pedido de licenciamento junto ao município no ano de 2017. As exigências, no entanto, não foram cumpridas, e, no ano passado, a prefeitura notificou, aplicou multa e voltou a cobrar a documentação necessária para funcionamento. Como, mais uma vez, não houve cumprimento dos prazos acordados, uma nova fiscalização foi deflagrada nesta quarta-feira.

"A operação de hoje se fez necessária porque precisamos, acima de tudo, preservar os direitos e a segurança dos alunos. Foram dados diversos prazos para que a instituição de ensino se regularizasse. No entanto, a faculdade deixou de cumprir com as exigências. Após a ação de hoje, foi dado um prazo final de 15 dias para que a Ibratec reúna a documentação que permita seu funcionamento”, explicou José Rangel, superintendente do Procon Jaboatão.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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