PERNAMBUCO Celpe registra crescimento de 5% na distribuição de energia no segundo trimestre

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 28/08/2019 08:42 Atualizado em:

Os efeitos da crise continuam afetando a economia brasileira, porém alguns indicativos dão sinais da tão esperada retomada econômica do país. A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) registrou um crescimento de 5% na distribuição de energia no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2018. Como o setor elétrico é considerado um vetor que vem antes de outros indicativos, esse número dá indícios de que a economia pernambucana está mostrando sinais positivos, como o aumento da produção industrial e também do consumo das famílias, o que reflete na economia estadual.

Outra questão ressaltada pelo novo presidente da Celpe, Saulo Cabral, em visita ao Diario de Pernambuco, onde foi recebido por Alexandre Rands e Maurício Rands, respectivamente, presidente e vice do jornal, é a qualidade no fornecimento de energia em Pernambuco.“Tivemos um avanço muito bom neste ano, já que o segundo semestre registrou uma melhoria de 30%. Somos avaliados em relação à frequência porque não pode faltar energia constantemente e à duração porque não pode demorar a voltar, sem contar as oscilações de tensão”, afirma. A expectativa é melhorar ainda mais, principalmente para atender as regulações da Anel. “A agência é um modelo para outras reguladoras, o setor elétrico é extremamente regulado. A distribuição de energia é um monopólio natural, mas eu concorro com a regulação, ela cobra um padrão de eficiência. O desafio da gestão é acelerar essa eficiência sempre”, completa.

Oferecer um atendimento mais desburocratizado, investir em tecnologia e automação e garantir tarifas mais baixas também estão entre os projetos da gestão. “Se a tarifa baixa, é sempre bom para o consumidor. A parte da conta que cabe à distribuição de energia é de 22%, percentual que não é lucro, mas usado para os custos da operação e investimentos. Outros 36% são para impostos e encargos e 42% para geração e transmissão”, diz.

É justamente no percentual de compra que a privatização da Eletrobras pode impactar. “A privatização está muito localizada no negócio que está sendo privatizado. Eu não concorro, sou distribuidora em Pernambuco, não afeta meu mercado. A gente vê que a privatização provocou uma revolução dos mercados locais. A Celpe, desde que foi privatizada, investiu mais no estado, melhorou a qualidade do fornecimento. Além disso, a compra é feita por leilão, ganha quem oferta o menor preço. Então você vai colocar um player que pode colocar energia mais barata, tende a ser mais competitivo. Usualmente, esse tipo de processo tem gerado mais competição na transmissão e esses preços baixam”.


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