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CINEMA

III Festival Internacional de Cinema Fantástico apresenta produções de mais de 30 países

Publicado em: 25/01/2022 08:24

 (Foto: Aroma Filmes/Divulgação)
Foto: Aroma Filmes/Divulgação
Em seis dias, com programação híbrida, o III Festival Internacional de Cinema Fantástico de Brasília trará, a partir de hoje, a mostra competitiva (na plataforma Innsaei.Tv), capacitada para acolhimento de público amplo, na receptividade de longas e curtas-metragens. Fantasia, horror e ficção científica revestem a programação, que contempla produções de mais de 30 países, tendo por pontos referenciais filmes feitos por Méliès e jornadas literárias balizadas por Júlio Verne, entre outros tantos consagrados narradores de ilusões.

Elementos sobrenaturais, distopia, objetos inanimados que ganham vida, maldições, relatos de teletransporte além de outras improbabilidades e enredos assombrosos invadirão a plataforma Innsaei.tv, a partir da exibição da Mostra Brasil Fantástico, com longas em competição, entre os quais O cemitério das almas perdidas, de Rodrigo Aragão, em que um jesuíta e seguidores, no Brasil colonial, são perseguidos por eventos extraordinários.

Rodson ou (onde o sol não tem dó) é outra filme na disputa, mostrando as limitações e o estreitamento intelectual, a partir da interdição ao fluxo de produção cultural em um país futurista, com instituídas mazelas derivadas de mandos e desmandos. Maldições infestam Todos os mortos (de Caetano Gotardo e Marco Dutra), que registra pesares da escravidão. Vencedor de prêmios no Festival de Gramado, Carro Rei, da pernambucana Renata Pinheiro, é também crivado de ilusões, num enredo em que um rapaz consegue se comunicar com um carro.

Outros destaques estão em Aurora — A rua que queria ser um rio, do brasileiro Radhi Meron, sobre uma rua inquieta com seu destino de desaparecimento, título incorporado à mostra Pesadelo nos Trópicos (competitiva de curtas-metragens), e The widow, de Lucas Bols, filme belga sobre a condição de uma viúva abandonada à moradia em um pântano. No plano da mostra competitiva, O buraco, curta-metragem conduzido por Zeudi Souza, revela um paralelo de relações domésticas abusivas e um mal que assola país com a democracia ameaçada por desmandos praticamente absolutistas.

Com exibições de filmes como Heart of gold (de Simon Filliot), que revela o amor incondicional por um filho capaz de levar uma mãe a vender seus órgãos internos, a mostra online Secos e Molhados incorpora ainda fitas como Calliope, um título húngara que revela atrações perturbadoras de um misterioso clube subterrâneo. Na mostra Não Existe Pecado do Lado de Baixo do Equador, traz, entre outros, filmes como o francês The doe (de Jennifer Lumbroso), no qual uma mulher passa a ser perseguida pelo até então chamado amor. Já o segmento Não Tente Fazer Isso em Casa revela tramas como a de Wish me good luck, na qual uma crise de ciúmes leva um idoso coreano a um desmedido plano de vingança.

Eventos paralelos, entre os dias 26 e 29 de janeiro, trarão debates com profissionais como Thiago Moysés, Maíra Carvalho (uma das debatedoras de A Direção de Arte no Cinema Fantástico) e Ullysses de Freitas. Vamos pensar fora da caixinha? e O cinema fantástico brasileiro também despontam como assuntos para debates. Em 29 e 30 de janeiro, às 15h e 16h30 (no CCBB), a mostra Amarelinha trará filmes infantis, também bastante diversificados.
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