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Fogo cruzado

É hora de Raquel conduzir o PSDB

Publicado em: 03/06/2019 07:56

Foto: Reprodução/Youtube
O ex-deputado Bruno Araújo assumiu na última sexta- -feira uma das mais difíceis missões de sua vida: a presidência nacional do PSDB. Foi escolha pessoal do governador João Doria (SP), que o enxerga como um dos quadros mais promissores do partido, em que pese a derrota sofrida para o Senado em 2018 e o fato de a secção de Pernambuco, sob seu comando, ter tido um desempenho sofrível nas últimas eleições: ficou sem os três deputados federais que elegera em 2014 (ele próprio, Daniel Coelho e Betinho Gomes) e elegeu apenas um representante para a Assembleia Legislativa (Alessandra Vieira). Como novo presidente dos tucanos, Araújo não vai poder ignorar as posições do principal ideólogo do partido, Fernando Henrique Cardoso, que nem sempre coincide com as suas, tampouco os casos de desvios éticos supostamente praticados pelo deputado Aécio Neves e os ex-governadores Marconi Perillo (GO) e Beto Richa (PR), sem entrar em confronto com o governador João Doria que está mirando o Palácio do Planalto em 2022. Outro desafio que também o espera é sua sucessão no PSDB de Pernambuco. Levando-se em conta que não tem simpatia pelos “Gomes”, Elias e Betinho, talvez seja obrigado a entregar o partido a um desses três prefeitos - Raquel Lyra (Caruaru), Joaquim Neto (Gravatá) ou Édson Vieira (Santa Cruz do Capibaribe), todos em condições de sintonizá-lo com o projeto nacional de Doria.

No país de Caruaru
Raquel Lyra tem todos os requisitos para substituir Bruno Araújo à frente do PSDB pernambucano, mas precisa querer. Ela não tem mostrado, pelo menos até agora, muita disposição para entrar no debate político estadual e nacional. Suas atenções estão voltadas prioritariamente para Caruaru, onde vai disputar a reeleição no próximo ano.

Eleição em dois turnos
Com mais de 200 mil eleitores, Caruaru só deve escolher seu prefeito em 2020 no segundo turno. As oposições são fortes, porém permanecem divididas: os deputados estaduais José Queiroz (PDT), Tony Gel (MDB) e Delegado Lessa (PP), e o deputado federal Fernando Rodolfo (PR). O casal Laura e Jorge Gomes (PSB) está fora do jogo.

Confronto de opiniões
Gonzaga Patriota (PSB) lançou em Petrolina na última sexta-feira o livro “Reforma da Previdência Social Não”. Patriota, com um discurso de palanque, tenta se contrapor aos economistas Paulo Tafner e Armínio Fraga, que provam por “a” mais “b” que a nossa previdência é uma das mais injustas do mundo e que por isso precisa ser reformada.

Mãos não calejadas
“Tem trabalhador rural aposentado que tem a mão mais lisa que a minha”, afirma Paulo Tafner, especialista em Previdência e um dos autores da proposta que está em tramitação na Câmara Federal. Ele afirma que há mais aposentadorias rurais hoje do que trabalhadores porque muitos se aposentaram apenas com uma declaração do sindicato.

O segundo nativo
Bruno Araújo é o 2º pernambucano a assumir a presidência nacional do PSDB nos 31 anos de vida do partido. O 1º foi Sérgio Guerra, escolhido para o comando quando era senador com a missão de fazer a “ponte” entre os interesses dos grupos de SP (Serra) e de MG (Aécio). Bruno não precisa fazer malabarismo porque o grupo de MG encolheu.

Bota o Malafaia!
À falta de assunto mais importante para comentar, o presidente Bolsonaro aproveitou uma convenção de Assembleias de Deus em Goiânia (GO) para dizer que sente falta de um evangélico no STF. Como terá direito, em 2020, de indicar o substituto de Celso de Mello, que vai se aposentar, pode muito bem substituir Sérgio Moro por Silas Malafaia.

Programação junina
O prefeito Joaquim Neto (PSDB) anunciará hoje às 10h, numa coletiva de imprensa, a programação junina de Gravatá, que é uma das melhores de Pernambuco. O município atrai milhares de veranistas nessa época do ano, que se deslocam para lá por conta da temperatura que costuma cair nessa época do ano. A festa será dias 14, 15, 21, 22 e 23.

Tomando gosto
O deputado Marco Aurélio (PRTB) está começando a levar a sério sua candidatura a prefeito do Recife pela oposição com total e decidido apoio do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), a quem se vincula politicamente. Ele apareceu bem em algumas prévias e isso o dei a animado para enfrentar o deputado João Campos (PSB).
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