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Notícia de Ciência e Saúde

Dores

EUA aprovam primeiro medicamento desenvolvido para prevenir enxaquecas crônicas

O remédio será aplicada por meio de um injeção mensal, similar a uma agulha de insulina

Publicado em: 18/05/2018 17:20

A agência reguladora de medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) aprovou na quinta-feira, 17, o primeiro medicamento criado para prevenir enxaquecas crônicas. 

Fabricada pelos grupos farmacêuticos Amgen Inc. of Thousand Oaks e Novartis AG, a droga será aplicada por meio de um injeção mensal, similar a uma agulha de insulina. O preço do tratamento deverá custar US$ 6,9 mil por ano.

As enxaquecas podem causar sintomas incapacitantes: dores de cabeça latejantes, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som. Eles são mais comuns em pessoas na faixa dos 30 anos, a maioria mulheres, e podem durar várias horas ou mesmo dias. Cerca de 10 milhões de americanos sofrem com frequência do problema.

Em um estudo, pacientes que receberam Aimovig viram seus dias de enxaqueca cortados de oito para quatro por mês, em média. Além disso, eles apresentaram efeitos colaterais semelhantes, a maioria resfriados ou infecções respiratórias. Alguns pacientes chegaram inclusive a se livrar por completo da dor de cabeça, disse Sean Harper, diretor de pesquisa da Amgen.

Alguns pacientes viram suas enxaquecas completamente eliminadas, disse Sean Harper, diretor de pesquisa da Amgen.

O medicamento estará disponível para os pacientes a partir da próxima semana.

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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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