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Primeiro transplante de pênis e escroto é feito nos EUA

Todo o pênis, o escroto sem os testículos e parte da parede abdominal vieram de um doador falecido

Por: AFP

Publicado em: 24/04/2018 14:59 | Atualizado em: 24/04/2018 15:01

Foto: Johns Hopkins Medicine/AFP Photo

Médicos na Universidade Johns Hopkins (JHU, na sigla em inglês) anunciaram nesta segunda-feira (23/4) a conclusão do primeiro transplante total de pênis e escroto em um militar que foi ferido no Afeganistão. A cirurgia com 14 horas de duração foi feita em 26 de março por uma equipe de nove cirurgiões plásticos e dois cirurgiões urologistas, disse a JHU em nota.

"Estamos otimistas que esse transplante vai ajudar a restabelecer as funções urinária e sexual próximo do normal para este jovem homem", disse W.P. Andrew Lee, professor e diretor de cirurgia plástica e reconstrutiva na Escola de Medicina da JHU.

Todo o pênis, o escroto sem os testículos e parte da parede abdominal vieram de um doador falecido. O militar pediu anonimato, mas divulgou uma curta nota, dizendo que espera deixar o hospital na semana que vem. 

"É um ferimento realmente incompreensível, não é fácil de aceitá-lo", disse. "Quando acordei, finalmente me senti mais normal", completou. 

A nota não descreveu como o paciente se feriu. Transplantes penianos já haviam sido feitos, mas a soma do escroto representa um avanço adicional para a medicina.

TAGS: eua | transplante | penis | cirurgia | eua |
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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