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Notícia de Ciência e Saúde
Ineficácia Oncologistas se posicionam contra o uso da 'píula do câncer'

Publicado em: 21/03/2016 21:32 Atualizado em:

Depois de os primeiros testes realizados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação mostrarem que a fosfoetanolamina sintética - conhecida como a "píula do câncer" - não apresenta eficácia no combate à doença, foi a vez de a Regional Nordeste da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica se posicionar contra o uso da substância.

Através de nota publicada na noite desta segunda-feira, a entidade classificou como "precipitada" a decisão de usar o medicamento, uma vez que nenhum estudo realizado comprovou sua eficácia.

A substância, criada pelo professor aposentado Gilberto Chierice do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) São Carlos, é distribuída há mais de 20 anos e não tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para ser usada como medicamento.

Confira a nota na íntegra:
A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) Regional Nordeste divulga nota em que se posiciona  contra o uso da FOSFOETANOLAMINA, mais conhecida como a pílula do câncer. A substância vem sendo alvo de polêmica no Brasil. Para a SBOC Regional Nordeste, o uso é precipitado, já que ainda não há estudos clínicos que comprovem sua eficácia.

Na nota oficial, assinada pelo presidente da entidade, o médico Eriberto de Queiroz Marques Júnior, é destacado que, por ainda ser um tratamento experimental, os efeitos da mistura da fosfoetanolamina com o tratamento oncológico cientificamente comprovado são desconhecidos.

"O uso indiscriminado da fosfoetanolamina em todos os tipos de cânceres vai contra o racional das atuais terapias oncológicas, as quais utilizam diferentes esquemas de tratamento, diferentes esquemas de doses, inclusive com combinação entre elas, e com outros tipos de terapia não-farmacológica", defende Dr. Eriberto de Queiroz Marques Júnior na nota.

A SBOC Regional Nordeste também aproveita o momento para alertar a sociedade sobre a necessidade de lutar pela aprovação de tratamentos já comprovados cientificamente como eficazes na oncologia e já  disponíveis em outros países, mas que ainda não foram aprovados no Brasil.


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