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HOMOFOBIA

Ativista lamenta ataques homofóbicos após campanha: 'Ninguém quer morrer'

Publicado em: 12/05/2022 19:53

 (Foto: Reprodução/Instagram)
Foto: Reprodução/Instagram
Ataques homofóbicos e ameaças à família fazem parte da rotina do casal Murilo e Diego Xavier desde a última sexta-feira (6), quando uma peça publicitária na qual eles estrelam o lançamento de um novo carro da Volkswagen foi publicada nos perfis oficiais da montadora na internet.

Na imagem, o casal está abraçado e aparece em primeiro plano. Atrás deles, está a nova edição do Polo. Na legenda do post, a marca falou sobre evolução. “Sabe o que evoluiu junto com você? O Polo. O que já era bom ficou ainda melhor”, diz um trecho da propaganda.

Em pouco tempo, o post foi inundado por comentários homofóbicos e de reprovação. Apenas no Facebook, a peça registra 25 mil comentários, entre apoiadores e pessoas que reclamam do casal na campanha.

O jornalista e ativista LGBTQIA+ Diego Xavier conta que os ataques têm causado momentos de tensão na família. É a segunda vez que a campanha que os dois estrelaram é veiculada pela Volkswagen e, nas duas, eles receberam comentários homofóbicos.

Os ataques, no entanto, não se limitaram apenas aos dois. “Na primeira vez, esse movimento ficou só na internet, mas agora eles abusaram: foram para cima dos meus irmãos e sobrinhos, que não têm nada a ver com isso. Sou um exemplo de LGBT que teve que sair do interior para viver a sexualidade de forma plena na capital”, contou o jornalista e ativista LGBTQIA Diego Xavier ao portal UOL Carros. O homem deixou Cambé (PR), onde a família vive, para morar na capital do Paraná, em Curitiba.

Murilo e Diego gravaram a campanha, inicialmente, para ser veiculada apenas em junho de 2021, no Mês da Visibilidade LGBTQIA . No entanto, a Volkswagen utilizou a imagem dos dois também fora desse período. Diego afirma que vê a inclusão deles em outras peças ao longo do ano como um compromisso da marca com a causa, mas que não quer ser um “mártir”.

"Nessa data [junho], todas as empresas fazem ações, então todo mundo está um pouco mais amigável à causa, as propagandas não geram tanto impacto. Essa continuação mostra até um comprometimento maior por parte da marca”, diz.

“O saldo é positivo, é uma questão de representatividade, de mostrar que o público (gay) também paga impostos e é consumidor. Mas não quero ser mártir. Ninguém quer morrer. Os ataques são preocupantes”, desabafa.

O Correio entrou em contato com a Volkswagen para solicitar o posicionamento da montadora, mas não obteve resposta até a última atualização desta matéria. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.
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