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DIA D HORA H

Governo evita definir data para vacinação em reunião com empresários

Publicado em: 13/01/2021 18:09

 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os ministros Braga Netto (Casa Civil) e Fábio Faria (Comunicações) e o secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, em encontro com 30 empresários, não definiram qual será o "Dia D" e a "Hora H" do início da vacinação contra a Covid-19 no país. Apenas informaram que a data será “em janeiro”, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso das vacinas, de acordo participantes da videoconferência realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta quarta-feira (13).

A reunião foi a primeira no ano do Conselho Diálogo pelo Brasil da Fiesp, integrado por 50 CEOs, acionistas e chairmans dos maiores grupos empresariais do país. A expectativa dos empresários e das autoridades que participaram do encontro é de que a Anvisa deverá divulgar no domingo (17) os resultados das análises dos pedidos de uso emergencial das vacinas CoronaVac, da chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, e do laboratório britânico AstraZeneca desenvolvida em parceira com a Universidade de Oxford, e que, no Brasil, será fabricada pela Fiocruz.

Usain Bolt

De acordo com um empresário que participou da videoconferência, a conversa com as autoridades foi “muito boa”, apesar da falta de uma definição da data para o início da imunização. Segundo ele, os ministros contaram que o governo já tem encomendado 500 milhões de vacinas, que serão suficientes para a imunização de toda a população "mais de uma vez". “O processo de aprovação das vacinas pela Anvisa está bem encaminhado e os ministros usaram a figura do velocista Usain Bolt para o país, porque a largada vai ser um pouco lenta, mas, na medida em que o calendário entrar em curso, o processo vai decolar”, afirmou.

Durante a conferência, as autoridades confirmaram a notícia dada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, do envio de um avião da Azul para buscar, na Índia, os dois milhões de doses da vacina desenvolvida pela AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. “Eles contaram que a liberação dessas vacinas, no entanto, poderá demorar, porque, pela regra da Anvisa, como elas não têm aprovação no território nacional, o desembaraço vai ser mais lento e não poderá entrar via fast track”, contou o empresário.

Segundo a fonte, os empresários contaram para as autoridades que têm interesse em comprar pacotes de vacinas para os funcionários e seus familiares e estudam também doar o mesmo número de unidades compradas para cada família ao governo.

A fonte ainda contou que os participantes da reunião demonstraram bastante preocupação com a questão da nova onda de contágio no Amazonas e a nova variante do coronavírus. “O que mais está preocupando é que os casos são de pessoas mais novas, com média de idade de 52 anos, que estão morrendo”, destacou.

"Ninguém ficará para trás"

Conforme uma nota divulgada pela Fiesp, durante o encontro, o ministro Braga Netto garantiu aos empresários que “ninguém ficará para trás”. Segundo o chefe da Casa Civil, todas as vacinas aprovadas e certificadas pela Anvisa serão distribuídas para todos os brasileiros nos 38 mil pontos de vacinação no país. “O planejamento está todo pronto. A vacinação começa assim que tivermos liberação da Anvisa, e não vão faltar insumos. Vale lembrar que o Brasil é o terceiro maior produtor de seringas do mundo”, afirmou.

O secretário Elcio Franco, segundo a entidade, disse que, depois de iniciada, a vacinação ganhará velocidade no decorrer do processo. No momento, o governo aguarda a chegada de dois milhões de doses do imunizante da AstraZeneca/Oxford; e o Instituto Butantan tem seis milhões de doses. Ambas vacinas aguardam aprovação da Anvisa para uso emergencial. “A partir de março, a Fiocruz (que fabricará a vacina da AstraZeneca) estará produzindo 15 milhões de doses por mês, e o Instituto Butantan produzindo cerca de 10 milhões de doses por mês. Em pouco tempo poderemos até exportar vacinas”, pontuou.

De acordo com o ministro Fábio Faria, o governo baixou Medidas Provisórias (MPs) que permitem a compra de vacinas e a imunização de toda a população, segundo o comunicado. “Temos capacidade para comprar duas doses de vacinas para todos os brasileiros”, garantiu o chefe da Comunicação.

Participaram da videoconferência, além do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, 29 integrantes do Conselho. Entre eles, André Gerdau, acionista do grupo Gerdau; Christian Gebara, presidente e CEO do Grupo Vivo; Constantino Júnior, acionista do Grupo Gol: Eugênio Mattar, acionista do grupo Localiza; Flávio Rocha, acionista do grupo Riachuelo; Francisco Gomes Neto, presidente do grupo Embraer; Jerome Cadier, CEO do grupo Latam; John Peter Rodgerson, CEO do grupo Azul Linhas Aéreas; Juliana Azevedo, presidente da Procter & Gamble Brasil; Luiz Carlos Trabuco Cappi, chairman do Grupo Bradesco; Marcelo Melchior, presidente do Grupo Nestlé Brasil; Roberto Lopes Simões, diretor-presidente do grupo Braskem; Rubens Menin Teixeira de Souza, acionista do grupo MRV; Victório De Marchi, co-presidente do grupo Ambev e Wesley M. Batista Filho, presidente do grupo JBS.
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