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OCORRÊNCIA

"Sou vítima de uma armadilha", diz Wassef sobre injúria racial

Publicado em: 12/11/2020 21:09

 (Foto: Sergio Lima/AFP)
Foto: Sergio Lima/AFP
Acusado de injúria racial por parte de uma funcionária de uma pizzaria de Brasília, o advogado Frederick Wassef, que atuou em processos da família do presidente Jair Bolsonaro, afirma que está sendo vítima de uma armadilha e que vai denunciar à polícia quem estaria por trás das acusações contra ele. De acordo com a ocorrência registrada na Polícia Civil do Distrito Federal, o defensor teria feito ofensas de cunho racial contra a trabalhadora no Setor de Clubes Esportivos Sul, no último domingo (8/11).

A suposta vítima prestou depoimento na tarde desta quinta-feira (12), na 1ª Delegacia de Polícia da Asa Sul. A trabalhadora alega ter sido chamada de “macaca” pelo advogado, que teria reclamado da qualidade do alimento que recebeu. Ao Correio, Wassef afirma que não cometeu nenhuma ilegalidade e diz que vem sendo vítimas de ataques nos últimos meses.

O advogado afirma que a mulher que o acusa não é negra e destaca não ter conversando, na ocasião, qualquer assunto fora da normalidade. “Eu fui acusado de forma falsa, mentirosa, criminosa e fraudulenta. Ela não é negra, ela não é negra. Preciso falar mais alguma coisa para comprovar a fraude, que é uma armação?”

“O fato ocorreu no domingo a noite. Não falei nada, passei no caixa, não agredi. Isso é uma mentira. Três dias depois, alguém arrumou e pagou o escritório de um advogado famoso e caríssimo aqui de Brasília. Ela foi orientada a mentir em uma delegacia, leva o fotógrafo, tira foto no balcão e manda para a (revista) Veja”, completa.

“Arrogante”

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e no boletim de ocorrência, a jovem afirma que Wassef é conhecido por frequentar o estabelecimento e agir de forma “arrogante”. Ela afirma que foi vítima de ofensas em outra ocasião, e que, no domingo, o defensor teria pegado ela pelo braço e arrastado até o balcão.

O fato teria ocorrido após Wassef se dirigir até a funcionária para fazer uma reclamação. “Essa pizza não está boa! Você comeu?”. A mulher respondeu que não, e o homem retrucou em voz alta: “Você é uma macaca! Você come o que te derem!”. O caso está em investigação como injúria racial. A reportagem tenta contato com o advogado, para que ele se manifeste sobre as acusações.

“Eu namorei uma negra”

Wassef afirma que está sendo acusado de algo que não fez, e que está sendo álvo de reiteradas acusações. “Trata-se de um crime chamado denunciação caluniosa do qual eu sou vítima. Isso é mentira. Meu avô paterno, pai do meu pai, é mulato. Eu namorei uma negra, tenho amigos meus que são negros. Isto não existe. Isso, o senhor, pode ver, vem numa esteira de uma série de armações e fraudes que eu venho sofrendo. Ao longo dos últimos meses. Este é o contexto”, afirma Wassef.

“Eu não posso antecipar. Mas sei que quem está fazendo isso não é a moça. É uma outra pessoa, e eu vou falar para a polícia. Essa moça é uma novata, que está lá há um mês. Inúmeras pessoas fizeram uma armadilha e eu vou mostrar uma a uma”, completa.

Além das declarações, o Frederick Wassef enviou uma nota sobre o caso. Leia a íntegra:

“Tudo o que foi dito pela funcionária do Pizza Hut são mentiras e calúnias contra minha pessoa. Sou vítima de uma farsa e armação montada. Sou vítima de denunciação caluniosa que foi organizada sob orientação de terceiros visando futura ação indenizatória para ganhar dinheiro através desta fraude arquitetada.

Não chamei ninguém de macaco. A funcionária não é negra e mentiu afirmando que eu a chamei de negra e por isto não queria ser atendido por ela. Foi fazer um boletim de ocorrência 3 dias após o fato narrado e levou fotógrafo para tirar sua foto na delegacia fazendo o B.O e divulgou para a imprensa imediatamente.

Existem seguranças na porta do Pizza Hut e também, a poucos metros, ao lado da pizzaria, que ali ficam permanentemente para fazer o protocolo de covid-19 na entrada do shopping. Se fosse verdade o que a funcionária afirmou falsamente, teriam me prendido em flagrante e filmado com celulares.

Outra mentira e que outros funcionários teriam testemunhado o narrado por ela. Ela estava sozinha no caixa e ninguém estava perto. Apenas parei no caixa para pagar a conta e fui embora. Vou comunicar a polícia deste crime de denunciação caluniosa do qual fui vítima.”

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