Rio de Janeiro Plataforma com problemas no casco guarda 450 mil litros de diesel, diz ANP

Por: FolhaPress - FolhaPress

Publicado em: 28/08/2019 22:33 Atualizado em:

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) afirmou nesta quarta (28) que o navio plataforma Cidade do Rio de Janeiro, que enfrenta problemas estruturais na Bacia de Campos, tem 450 mil litros de óleo diesel e 169 mil litros de borra oleosa em seus tanques.
 
Segundo a japonesa Modec, responsável pela construção e operação da plataforma para a Petrobras, os danos no casco progrediram nesta quarta. A companhia afirma, porém, que continuam confinados a um tanque, o que configura cenário de estabilidade. "As condições de calado e inclinação permanecem estáveis", afirmou a companhia, em nota divulgada no início da noite. De acordo com a ANP, o navio apresenta "inclinação reduzida", de 12º. A plataforma opera para a Petrobras desde 2007.
 
O temor das autoridades é que um naufrágio provoque o derramamento no mar do óleo armazenado nos tanques da embarcação. O volume equivale à capacidade de 15 caminhões tanque como os usados para abastecer os postos. A ANP informou que empresa contratada da Modec está se preparando para retirar parte desses volumes, aliviar a tensão do sistema de ancoragem e desconectar as tubulações ligadas aos poços para tentar movimentar a unidade para um estaleiro.
 
O Cidade do Rio de Janeiro está no campo de Espadarte, a 130 quilômetros do litoral fluminense. Os problemas no caso foram identificados na sexta (23) e, segundo a ANP, os danos ocupam uma área de 25 metros de comprimento por 3 de largura. Toda a tripulação, de 107 pessoas, foi evacuada durante o fim de semana. Nesta quarta, dez embarcações de apoio e combate à corrupção trabalham na área. Em sobrevoo na terça (27) foi identificada mancha de óleo estimada em 420 litros.
 
O Cidade do Rio de Janeiro é uma plataforma do tipo FPSO (sigla em inglês para unidade de produção, armazenagem e transferência de petróleo e gás). Foi construída sob o casco de um navio e estava fora de operação desde julho de 2018. No momento do acidente, Petrobras e Modec realizavam a desconexão de tubos que ligam a plataforma aos poços produtores. A plataforma é parte de uma lista de unidades antigas que serão desativadas pela Petrobras porque as áreas onde operam já não produzem volumes comerciais.
 
Em janeiro, o Cidade do Rio de Janeiro já havia sido responsável por outro vazamento, de 1,4 mil litros de óleo, que mancharam praias de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos fluminense. Na ocasião, a Petrobras disse que e Modec tomou todas as providências necessárias para cessar a fonte do vazamento. A ANP implantou uma sala de crise, em conjunto com Marinha e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) para acompanhar a situação.
 
O MMA (Ministério do Meio Ambiente) informou que o Ibama abriu processo administrativo sobre o caso e enviou o Núcleo de Prevenção de Atendimento a Emergências Ambientais para monitorar a situação. Segundo o Ibama, o volume de óleo derramado pelo navio até terça é de 7,8 mil litros.


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