{"id":40374,"date":"2026-11-04T22:20:00","date_gmt":"2026-11-05T01:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=40374"},"modified":"2026-11-04T22:20:00","modified_gmt":"2026-11-05T01:20:00","slug":"especialistas-em-sono-explicam-por-que-algumas-pessoas-acordam-de-madrugada-apos-os-60-anos-e-quais-habitos-precisam-ser-avaliados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/especialistas-em-sono-explicam-por-que-algumas-pessoas-acordam-de-madrugada-apos-os-60-anos-e-quais-habitos-precisam-ser-avaliados\/","title":{"rendered":"Especialistas em sono explicam por que algumas pessoas acordam de madrugada ap\u00f3s os 60 anos e quais h\u00e1bitos precisam ser avaliados"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muita gente passa a acordar de madrugada, ainda no escuro, depois dos 60 anos, mesmo sem ter alterado nenhum h\u00e1bito. Isso ocorre por causa do funcionamento do corpo, n\u00e3o por falta de disciplina. \u00c9 o que os especialistas chamam de avan\u00e7o de fase circadiana: o rel\u00f3gio interno se adianta, fazendo a pessoa pegar no sono mais cedo \u00e0 noite e despertar antes de o dia clarear.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Junto com isso, o descanso perde profundidade e passa a ser interrompido por despertares ao longo da madrugada. Saber separar esse comportamento t\u00edpico da idade de um verdadeiro dist\u00farbio do sono evita que a pessoa se preocupe \u00e0 toa ou receba um diagn\u00f3stico equivocado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o corpo muda o hor\u00e1rio do sono depois dos 60<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s os 60 anos, o organismo passa a liberar melatonina, o horm\u00f4nio que sinaliza o repouso, mais cedo no fim da tarde, o que provoca sonol\u00eancia antes do habitual. Quem sempre dormiu tarde pode come\u00e7ar a sentir sono \u00e0s 21h e acordar sozinho \u00e0s 5h, descansado, mesmo sem dormir oito horas seguidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse ajuste ocorre de forma gradual e independente de h\u00e1bitos pessoais. A antecipa\u00e7\u00e3o \u00e9 um mecanismo natural do envelhecimento, n\u00e3o uma mudan\u00e7a volunt\u00e1ria ou um sinal de problemas de sa\u00fade, a menos que venha acompanhada de outros sintomas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que o sono fica mais superficial com a idade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sono profundo, fase mais restauradora para o corpo e a mente, diminui com o passar dos anos. Essa redu\u00e7\u00e3o come\u00e7a por volta dos 40 anos e se acentua ap\u00f3s os 60, deixando o descanso mais vulner\u00e1vel a perturba\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com menos sono profundo, luz, barulho ou at\u00e9 a vontade de urinar despertam a pessoa com facilidade. Essa fragmenta\u00e7\u00e3o noturna faz parte do envelhecimento e, por si s\u00f3, n\u00e3o indica uma condi\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Ela explica por que muitos idosos acordam v\u00e1rias vezes na mesma noite.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fatores que intensificam o despertar precoce<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m das mudan\u00e7as naturais do rel\u00f3gio biol\u00f3gico, h\u00e1bitos e condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade podem refor\u00e7ar o despertar antecipado. Reconhecer esses fatores permite ajustar a rotina e melhorar o descanso. Cochilos \u00e0 tarde reduzem a press\u00e3o do sono \u00e0 noite, enquanto pouca exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz solar desregula o ciclo interno do corpo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Medicamentos como diur\u00e9ticos, corticoides e certos antidepressivos afetam o descanso, assim como a necessidade frequente de urinar durante a madrugada, comum em homens e mulheres a partir dos 60 anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que a ci\u00eancia constata sobre sono e envelhecimento<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas altera\u00e7\u00f5es fazem parte do processo natural de envelhecimento, de acordo com a revis\u00e3o cient\u00edfica Sleep and Human Aging, publicada na revista Neuron e indexada na base PubMed. O trabalho documenta queda do sono profundo, aumento dos despertares noturnos e antecipa\u00e7\u00e3o do hor\u00e1rio de dormir e acordar, todos independentes de rotina ou fatores externos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os autores registram que essas transforma\u00e7\u00f5es come\u00e7am antes dos 60 anos e se acentuam progressivamente, o que explica por que pessoas idosas e saud\u00e1veis descrevem noites mais curtas mesmo mantendo h\u00e1bitos consistentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um estudo de longo prazo, com milhares de participantes acompanhados por 25 anos, mostrou que dormir seis horas ou menos entre os 50 e os 70 anos eleva em cerca de 30% o risco de dem\u00eancia. O resultado refor\u00e7a a import\u00e2ncia de preservar a qualidade do repouso nessa fase da vida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando o despertar precoce merece avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nem todo despertar antecipado \u00e9 motivo de preocupa\u00e7\u00e3o. Alguns sinais, por\u00e9m, indicam a necessidade de consulta m\u00e9dica: cansa\u00e7o persistente durante o dia mesmo ap\u00f3s passar horas na cama ou sonol\u00eancia excessiva em situa\u00e7\u00f5es como dirigir ou conversar. A dificuldade para retomar o sono ap\u00f3s acordar, acompanhada de preocupa\u00e7\u00f5es recorrentes, tamb\u00e9m merece aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ronco alto e frequente, sensa\u00e7\u00e3o de sufocamento ao despertar, dores de cabe\u00e7a matinais, boca muito seca ao acordar, altera\u00e7\u00f5es de humor, irritabilidade ou falhas de mem\u00f3ria podem indicar ins\u00f4nia cr\u00f4nica ou apneia do sono. Ambas aumentam o risco de doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o, diabetes e decl\u00ednio cognitivo quando n\u00e3o tratadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ter hor\u00e1rios fixos para dormir e acordar, al\u00e9m de se expor \u00e0 luz do sol logo pela manh\u00e3, contribui para regular o ritmo biol\u00f3gico. J\u00e1 diante de qualquer um dos sinais citados, o ideal \u00e9 buscar um m\u00e9dico, que poder\u00e1 indicar exames como a polissonografia e definir o tratamento mais adequado ao caso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que dormir mal ap\u00f3s os 60 anos compromete mem\u00f3ria e o cora\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um sono superficial e fragmentado n\u00e3o afeta apenas o cansa\u00e7o no dia seguinte. Ins\u00f4nia grave, com menos de cinco horas por noite, aumenta o risco de hipertens\u00e3o, arritmias e complica\u00e7\u00f5es card\u00edacas. Com o tempo, prejudica a mem\u00f3ria, a aten\u00e7\u00e3o e a capacidade de tomada de decis\u00e3o, deixando a pessoa mais lenta e com reflexos reduzidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sonol\u00eancia diurna resultante de noites mal dormidas torna os reflexos mais lentos e prejudica o equil\u00edbrio, aumentando o risco de quedas, um risco grave nessa faixa et\u00e1ria. Al\u00e9m disso, o sono ruim est\u00e1 associado a ganho de peso, altera\u00e7\u00e3o do colesterol e maior risco de diabetes. Por isso, preservar a qualidade do repouso protege a sa\u00fade f\u00edsica e cognitiva, al\u00e9m do conforto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dormir menos de seis horas entre os 50 e 70 anos aumenta em cerca de 30% o risco de dem\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":40373,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-40374","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40374","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40374"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40374\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40390,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40374\/revisions\/40390"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40373"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40374"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40374"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40374"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}