{"id":40223,"date":"2026-11-01T18:04:00","date_gmt":"2026-11-01T21:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=40223"},"modified":"2026-11-01T18:04:00","modified_gmt":"2026-11-01T21:04:00","slug":"descoberto-no-maranhao-oxalaia-tinha-focinho-alongado-semelhante-ao-de-um-crocodilo-e-revela-um-brasil-habitado-por-grandes-dinossauros-carnivoros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/descoberto-no-maranhao-oxalaia-tinha-focinho-alongado-semelhante-ao-de-um-crocodilo-e-revela-um-brasil-habitado-por-grandes-dinossauros-carnivoros\/","title":{"rendered":"Descoberto no Maranh\u00e3o, Oxalaia tinha focinho alongado semelhante ao de um crocodilo e revela um Brasil habitado por grandes dinossauros carn\u00edvoros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As areias da Ilha do Cajual, no Maranh\u00e3o, guardam f\u00f3sseis de um gigantesco predador que habitou a regi\u00e3o h\u00e1 aproximadamente 95 milh\u00f5es de anos. Os fragmentos encontrados pertencem ao Oxalaia quilombensis, esp\u00e9cie considerada o maior dinossauro carn\u00edvoro j\u00e1 identificado em territ\u00f3rio brasileiro e um dos grandes representantes dos predadores do per\u00edodo Cret\u00e1ceo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores localizaram ossos cranianos na Laje do Coringa, dep\u00f3sito fossil\u00edfero na Ilha do Cajual, no munic\u00edpio de Alc\u00e2ntara. A a\u00e7\u00e3o das mar\u00e9s e da eros\u00e3o exp\u00f5e com frequ\u00eancia rochas do per\u00edodo Cret\u00e1ceo. Depois de anos de an\u00e1lise, os pesquisadores confirmaram que os restos pertenciam a uma esp\u00e9cie at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um achado formado por apenas dois ossos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diferentemente do que muitos imaginam, a identifica\u00e7\u00e3o do Oxalaia n\u00e3o veio de um esqueleto completo. Os cientistas trabalharam com fragmentos do cr\u00e2nio: a parte anterior do focinho e um fragmento da maxila, osso que comp\u00f5e a parte superior da boca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de divulgar qualquer conclus\u00e3o, os cientistas compararam esse material em detalhes com outros f\u00f3sseis j\u00e1 catalogados. A classifica\u00e7\u00e3o como espinossaur\u00eddeo, grupo de carn\u00edvoros com cr\u00e2nio alongado e adapta\u00e7\u00f5es para ca\u00e7a junto \u00e0 \u00e1gua, s\u00f3 veio depois dessa checagem cuidadosa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a pesquisa chegou \u00e0 nova esp\u00e9cie<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A publica\u00e7\u00e3o que oficializou a descoberta saiu em 2011 nos Anais da Academia Brasileira de Ci\u00eancias e est\u00e1 dispon\u00edvel para consulta. O estudo detalhou as caracter\u00edsticas dos materiais e apresentou o animal como uma nova esp\u00e9cie de espinossaur\u00eddeo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fragmentos cranianos, mesmo pequenos, podem conter detalhes anat\u00f4micos suficientes para apontar uma esp\u00e9cie nova \u2014 desde que examinados com rigor e situados corretamente na camada de rocha em que foram encontrados. Qualquer conclus\u00e3o precipitada corre o risco de atribuir ao animal caracter\u00edsticas que os ossos sozinhos n\u00e3o sustentam.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As dimens\u00f5es do predador brasileiro<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base nos ossos recuperados, os cientistas estimaram um comprimento entre 12 e 14 metros e peso entre 5 e 7 toneladas. Esses n\u00fameros bastaram para colocar o Oxalaia entre os maiores carn\u00edvoros j\u00e1 identificados em solo brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O comprimento e a massa n\u00e3o foram obtidos de um corpo inteiro preservado, mas reconstru\u00eddos cientificamente a partir de ossos parciais do cr\u00e2nio. S\u00e3o, portanto, proje\u00e7\u00f5es baseadas em propor\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas conhecidas de parentes pr\u00f3ximos do animal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um focinho que lembra um crocodilo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A forma alongada e estreita do focinho aproxima o Oxalaia dos r\u00e9pteis que ca\u00e7am presas na \u00e1gua, como os crocodilos atuais. Esse formato sugere que o animal dependia de ambientes litor\u00e2neos para se alimentar, ao contr\u00e1rio de outros carn\u00edvoros terrestres da mesma \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">F\u00f3sseis com caracter\u00edsticas semelhantes j\u00e1 foram descritos em outras partes do mundo, principalmente no norte da \u00c1frica. As caracter\u00edsticas dos f\u00f3sseis maranhenses sugerem uma rela\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima com formas africanas do que com outros espinossaur\u00eddeos conhecidos na Am\u00e9rica do Sul. Essa hip\u00f3tese ajuda a investigar como esses animais se diversificaram e ocuparam diferentes ambientes durante o Cret\u00e1ceo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Ilha do Cajual re\u00fane f\u00f3sseis de diferentes grupos de animais, n\u00e3o apenas de uma esp\u00e9cie. Pesquisas na regi\u00e3o tamb\u00e9m identificaram dinossauros herb\u00edvoros e carn\u00edvoros, peixes e outros vertebrados, al\u00e9m de restos vegetais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses registros indicam que o territ\u00f3rio maranhense possu\u00eda ambientes muito diferentes dos atuais e que cada novo f\u00f3ssil encontrado pode acrescentar informa\u00e7\u00f5es importantes sobre a vida no Cret\u00e1ceo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os fragmentos cranianos foram identificados ap\u00f3s compara\u00e7\u00e3o rigorosa com outros f\u00f3sseis j\u00e1 catalogados e publicados em 2011 nos Anais da Academia Brasileira de Ci\u00eancias.<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":40222,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-40223","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40223","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40223"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40223\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40252,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40223\/revisions\/40252"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40222"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}