{"id":40221,"date":"2026-11-01T17:09:00","date_gmt":"2026-11-01T20:09:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=40221"},"modified":"2026-11-01T17:09:00","modified_gmt":"2026-11-01T20:09:00","slug":"encontrado-na-patagonia-por-um-cacador-de-fosseis-giganotosaurus-era-um-predador-gigantesco-e-ganhou-nome-que-significa-lagarto-gigante-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/encontrado-na-patagonia-por-um-cacador-de-fosseis-giganotosaurus-era-um-predador-gigantesco-e-ganhou-nome-que-significa-lagarto-gigante-do-sul\/","title":{"rendered":"Encontrado na Patag\u00f4nia por um ca\u00e7ador de f\u00f3sseis, Giganotosaurus era um predador gigantesco e ganhou nome que significa \u201clagarto gigante do sul\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1993, uma descoberta feita por um ca\u00e7ador de f\u00f3sseis amador na Patag\u00f4nia Argentina revelou a exist\u00eancia de um dos maiores dinossauros carn\u00edvoros que j\u00e1 habitaram o planeta. Rub\u00e9n Dar\u00edo Carolini encontrou vest\u00edgios de um gigantesco predador que viveu h\u00e1 aproximadamente 97 milh\u00f5es de anos, durante o per\u00edodo Cret\u00e1ceo, e que poderia ultrapassar o famoso Tiranossauro Rex em comprimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Batizado dois anos depois de Giganotosaurus carolinii, em homenagem a quem o descobriu, o r\u00e9ptil chegava a 14 metros de comprimento e pesava entre 8 e 15 toneladas. O nome cient\u00edfico vem do latim e do grego e significa &#8220;lagarto gigante do sul&#8221; \u2014 uma combina\u00e7\u00e3o de gigas (gigante), notos (sul) e saurus (lagarto).<\/p>\n\n\n\n\r\n\r\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Patag\u00f4nia: A Terra do Fim do Mundo | Document\u00e1rio\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LR-CSgzn_Do?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\r\n\r\n\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As dimens\u00f5es que impressionam os paleont\u00f3logos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estimativas cient\u00edficas apontam que o animal alcan\u00e7ava entre 12 e 14 metros de comprimento, com at\u00e9 5 metros de altura no quadril. Para calcular o peso, pesquisadores recorreram aos f\u00f3sseis recuperados na Forma\u00e7\u00e3o Candeleros: um estudo publicado no Journal of Vertebrate Paleontology sugere que a massa corporal podia chegar a 15 toneladas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise dent\u00e1ria de um segundo exemplar encontrado na regi\u00e3o indicou que a esp\u00e9cie talvez tivesse potencial para crescer ainda mais do que os primeiros f\u00f3sseis sugeriam. Isso refor\u00e7a a ideia de que o predador argentino rivalizava em tamanho com os maiores carn\u00edvoros j\u00e1 catalogados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Giganotossauro contra Tiranossauro Rex<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em comprimento, o animal da Patag\u00f4nia levava vantagem: seus 14 metros superavam os cerca de 12 metros atingidos pelo T-Rex. Por outro lado, o predador norte-americano compensava a diferen\u00e7a com mais peso e um corpo mais robusto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda existe discuss\u00e3o entre pesquisadores sobre qual dos dois era, de fato, o maior. Alguns defendem que o Giganotosaurus levava clara vantagem em tamanho, enquanto outros avaliam que as medidas dos dois gigantes eram pr\u00f3ximas o suficiente para coloc\u00e1-los em patamar semelhante. Esse debate cient\u00edfico segue sem um veredicto definitivo entre os especialistas da \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um gigante surpreendentemente \u00e1gil<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do porte descomunal, pesquisas indicam que esse predador alcan\u00e7ava velocidades de at\u00e9 50 km\/h, cinco vezes a de uma pessoa correndo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa agilidade sugere um ca\u00e7ador vers\u00e1til, capaz tanto de emboscar presas quanto de escapar de amea\u00e7as maiores. Cientistas tamb\u00e9m levantam a hip\u00f3tese de que o animal tinha sangue quente, com base no ritmo acelerado de seu crescimento. Esse metabolismo estaria entre o de r\u00e9pteis e o de mam\u00edferos, o que explicaria seu desenvolvimento corporal t\u00e3o r\u00e1pido.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Lugar entre os ter\u00f3podes carn\u00edvoros<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O animal pertence \u00e0 subordem dos ter\u00f3podes, grupo de predadores b\u00edpedes que dominou o planeta do Jur\u00e1ssico at\u00e9 cerca de 66 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s \u2014 a mesma categoria que inclui o pr\u00f3prio Tiranossauro Rex.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses dinossauros compartilhavam tra\u00e7os comuns: p\u00e9s com tr\u00eas dedos preparados para sustentar peso. Corpos com penas na maioria das esp\u00e9cies, protuber\u00e2ncias \u00f3sseas e uma dieta carn\u00edvora, embora alguns grupos fossem inset\u00edvoros, on\u00edvoros ou at\u00e9 herb\u00edvoros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta na Patag\u00f4nia consolidou a regi\u00e3o como um dos s\u00edtios paleontol\u00f3gicos mais importantes do mundo. Hoje, r\u00e9plicas em tamanho real podem ser vistas no Vale dos Dinossauros, em Foz do Igua\u00e7u, onde visitantes percorrem uma trilha com mais de 30 esp\u00e9cies diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo com todo o seu porte, o animal evitava confrontos diretos com presas de ossos mais r\u00edgidos, como o Argentinossauro, e preferia ca\u00e7ar grandes saur\u00f3podes e ornit\u00f3podes mais acess\u00edveis \u00e0 sua mordida cortante. Essa estrat\u00e9gia de ca\u00e7a seletiva ajuda a explicar como um predador t\u00e3o grande conseguia se manter no topo da cadeia alimentar do Cret\u00e1ceo sul-americano.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o &#8220;queixo&#8221; do Giganotossauro ajudava na ca\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Giganotossauro tinha uma proje\u00e7\u00e3o \u00f3ssea para baixo na ponta da mand\u00edbula inferior, uma estrutura que os cientistas chamam de &#8220;queixo&#8221;. Essa caracter\u00edstica n\u00e3o era apenas um detalhe anat\u00f4mico \u2014 ela tinha fun\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica na hora de ca\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O &#8220;queixo&#8221; ajudava a resistir ao estresse e \u00e0 press\u00e3o gerada quando o animal fechava as mand\u00edbulas com for\u00e7a contra suas presas, permitindo que mordidas poderosas n\u00e3o danificassem a pr\u00f3pria estrutura \u00f3ssea do predador.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando o Giganotossauro evitava o confronto<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de ser um dos maiores carn\u00edvoros de seu tempo, o Giganotossauro n\u00e3o atacava todas as presas dispon\u00edveis em seu ambiente. O animal evitava confrontos diretos com dinossauros de ossos mais r\u00edgidos, como o Argentinossauro \u2014 provavelmente porque sua mordida cortante n\u00e3o era eficiente contra estruturas \u00f3sseas muito densas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa seletividade na ca\u00e7a demonstra que at\u00e9 mesmo um predador gigantesco tinha limita\u00e7\u00f5es e precisava escolher suas presas com estrat\u00e9gia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O gigantesco predador rivalizava em tamanho com o Tiranossauro Rex e dominava a cadeia alimentar do Cret\u00e1ceo sul-americano h\u00e1 97 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":40220,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-40221","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40221","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40221"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40221\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40250,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40221\/revisions\/40250"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40221"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40221"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40221"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}